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Zoe Konstantopoulou: “Grande parte da dívida é ilegítima e insustentável, e não é só na Grécia”

Zoe Konstantopoulou participou  de uma conferência interparlamentar sobre o Mediterrâneo, imigração e asilo e na cimeira de líderes dos parlamentos da União para o Mediterrâneo.

Em declarações à agência Lusa, explicou que a decisão de estabelecer um comitê de peritos para a auditoria da dívida grega surgiu da necessidade de “analisar as razões porque foi criada esta dívida, por quem, como explodiu, e que parte da dívida é legítima e que parte é ilegítima e odiosa”. Zoe Konstantopoulou diz que “é óbvio que em grande medida temos uma dívida ilegítima, ilegal, insustentável e odiosa”.

Para a presidente do parlamento da Grécia, as conclusões deste trabalho serão também “uma questão europeia, porque não é apenas um problema da Grécia. Portugal tem um problema com a dívida, a Itália também, muitos países enfrentam problemas com a dívida e parte destas dívidas não estão assumidas”.

Zoe Konstantopoulou reuniu esta terça-feira com um grupo de deputados do Bloco de Esquerda de Portugal. A porta-voz bloquista Catarina Martins sublinhou que o parlamento grego tem aprovado legislação que respeita o compromisso feito com os eleitores “e que tem a ver com questões tão básicas como não cortar mais nas pensões, ou reintegrar os funcionários públicos que foram ilegalmente despedidos”.

Catarina Martins acrescentou que a retenção do financiamento à Grécia é uma “pura chantagem do radicalismo ideológico da austeridade, que está a ser uma arma de arremesso contra o povo grego, para que os compromissos eleitorais, para que a escolha da democracia não seja cumprida”.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho