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Zoe Konstantopoulou: “Grande parte da dívida é ilegítima e insustentável, e não é só na Grécia”

Zoe Konstantopoulou participou  de uma conferência interparlamentar sobre o Mediterrâneo, imigração e asilo e na cimeira de líderes dos parlamentos da União para o Mediterrâneo.

Em declarações à agência Lusa, explicou que a decisão de estabelecer um comitê de peritos para a auditoria da dívida grega surgiu da necessidade de “analisar as razões porque foi criada esta dívida, por quem, como explodiu, e que parte da dívida é legítima e que parte é ilegítima e odiosa”. Zoe Konstantopoulou diz que “é óbvio que em grande medida temos uma dívida ilegítima, ilegal, insustentável e odiosa”.

Para a presidente do parlamento da Grécia, as conclusões deste trabalho serão também “uma questão europeia, porque não é apenas um problema da Grécia. Portugal tem um problema com a dívida, a Itália também, muitos países enfrentam problemas com a dívida e parte destas dívidas não estão assumidas”.

Zoe Konstantopoulou reuniu esta terça-feira com um grupo de deputados do Bloco de Esquerda de Portugal. A porta-voz bloquista Catarina Martins sublinhou que o parlamento grego tem aprovado legislação que respeita o compromisso feito com os eleitores “e que tem a ver com questões tão básicas como não cortar mais nas pensões, ou reintegrar os funcionários públicos que foram ilegalmente despedidos”.

Catarina Martins acrescentou que a retenção do financiamento à Grécia é uma “pura chantagem do radicalismo ideológico da austeridade, que está a ser uma arma de arremesso contra o povo grego, para que os compromissos eleitorais, para que a escolha da democracia não seja cumprida”.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho