Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Por Charles Rosa
Frankfurt1Frankfurt dificilmente esquecerá tão cedo o 18 de março. Para a cúpula da Troika, a data seria marcada pela inauguração das imponentes novas Torres do Banco Central Europeu. Seria, se não fossem os anticapitalistas. Apesar de não-convidados, milhares deles partiram de todas as partes da Europa até a cidade alemã para denunciar o que os representantes dos bancos insistem em ignorar: a juventude e os trabalhadores do continente já não suportam mais a austeridade e o capitalismo em sua fase mais decadente.
Enquanto a polícia de Ângela Merkel explicava com seus canhões de água aos manifestantes o que significava a liberdade numa das capitais do neoliberalismo, as barricadas acinzentavam o céu de Frankfurt com a fumaça anticapitalista.
Telejornais televisivos reportavam a coragem de três alpinistas, que aproveitando uma brecha da segurança, escalaram a suntuosa sede do BCE para estender a faixa  “Capitalismo mata”. Das ruas, era possível ouvir a todo instante o grito de guerra dos manifestantes: “Anti, anti, anticapitalistas!”. Frankfurt 3
Alguns ativistas mais “antigos” certamente se recordaram das tardes de julho de 2001 em Gênova. Uma lembrança mais do que válida. Mas, ao contrário daquela época, a vanguarda combativa de hoje pode contar, em alguns lugares pelo menos, com um desenvolvimento maior de alternativas políticas radicais ao fundamentalismo de mercado. Syriza (que aliás é herdeiro direto do movimento altermundista do período de Gênova)  no governo da Grécia, incomodando os governos pró-banqueiros ao instalar a auditoria da dívida grega,  constitui o exemplo mais concreto de que a organização da indignação anticapitalista é o pavor dos capitalistas.
Que o grito anticapitalista de Frankfurt incendeie ainda mais o espírito de resistência da juventude europeia! A Europa ferve.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho