Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

O primeiro-ministro grego afirmou numa declaração feita neste sábado na televisão grega: “O acordo de ontem com o Eurogrupo (…) cancela os compromissos dos governos anteriores para cortes nos salários e nas pensões, para despedimentos no sector público, para subidas do IVA na alimentação, na saúde”.

Tsipras sublinhou também, segundo o jornal “Público”: “Ganhmos uma batalha mas não a guerra […] as dificuldades reais estão à nossa frente”.

“Com o decisivo apoio do povo grego, conservamos a dignidade da Grécia, no dia que foi talvez o mais importante desde que está na União Europeia”, declarou ainda o primeiro-ministro do Governo do Syriza, salientando: “Herdamos um país à beira do abismo, com os cofres vazios e frustramos o plano de forças conservadoras cegas, tanto no interior como no exterior do país, que queriam asfixiar-nos.”

Em declaração internacional divulgada em inglês, que transcrevemos na íntegra traduzida para português, Alexis Tsipras refere que a Grécia alcançou “um resultado importante e positivo nas negociações com a Europa”, que foi dado um “passo decisivo” para deixar para trás a austeridade, que enfrentarão desafios, “mas o governo Grego está empenhado em abordar as negociações, que terão lugar entre agora e junho, com ainda maior determinação”.

Declaração internacional de Alexis Tsipras

Ontem a Grécia conseguiu um resultado importante e positivo nas negociações com a Europa. A Grécia mantém-se de pé – e com a sua dignidade intacta. Provámos que a Europa defende compromissos mutuamente benéficos e não a distribuição de castigos. E neste sentido, os resultados de ontem podem ser ainda mais importantes para a Europa do que para a própria Grécia.

A declaração conjunta do Eurogrupo estabelece o quadro do acordo que faz a ponte entre o Memorando e o nosso plano de crescimento. O acordo cria o quadro institucional para as tão necessárias reformas progressistas no que respeita à luta contra a corrupção e a fuga ao fisco, bem como reformar os Estado e a administração pública, e evidentemente ultrapassar a crise humanitária, o que consideramos ser a nossa principal responsabilidade.

Ontem demos um passo decisivo, deixando para trás a austeridade, o Memorando e a Troika. Um passo decisivo que permitirá mudanças na zona euro. Ontem não foi o fim das negociações. Entraremos numa nova fase das negociações até chegarmos a um acordo final para a transição das políticas catastróficas do Memorando para políticas concentradas no desenvolvimento, emprego e coesão social.

Claro que enfrentaremos desafios. Mas o governo Grego está empenhado em abordar as negociações, que terão lugar entre agora e junho, com ainda maior determinação. Comprometemo-nos a repor a nossa soberania nacional e popular. Juntamente com o apoio do povo Grego, a quem cabe o julgamento final das nossas ações. Enquanto apoiantes e participantes ativos, o povo Grego vai ajudar-nos nos nossos esforços para alcançar a mudança política.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A edição n.6 da Revista Movimento celebra o centenário da Revolução de Outubro com artigo de Kevin Murphy sobre as origens do stalinismo. Luciana Genro discute a continuidade da Operação Lava Jato. Alvaro Bianchi introduz a nossos leitores conceitos de Antonio Gramsci. A revista também apresenta tradução de palestra de Angela Davis. Na seção internacional, publicamos artigo de Perry Anderson sobre a resiliência do centro neoliberal europeu. Edgardo Lander trata da situação venezuelana, Pedro Fuentes e Charles Rosa abordam a questão catalã. Um instigante artigo de Maycon Bezerra sobre Florestan Fernandes, a tese do MES para o Congresso do PSOL e nossa plataforma sindical completam a edição.

Abaporu