Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

SUAS GUERRAS, NOSSOS MORTOS: a barbárie imperialista engendra o terrorismo

Comunicado do Nouveau Parti Anticapitaliste – NPA (Novo Partido Anticapitalista da França)

Os atentados horríveis que aconteceram em Paris na sexta-feira (13/11) à noite provocaram mais de 120 mortos e dezenas de feridos. Esta violência cega, suscita a rebelião e a indignação. O NPA compartilha essa rebelião e indignação e expressa sua solidariedade às vitimas e suas famílias. Este drama é ainda mais indignante, quando sabemos que golpeia a vítimas inocentes e dado que estes ataques assassinos miravam a população.

Esta barbárie abjeta em plena Paris responde à violência igualmente cega e ainda mais assassina dos bombardeios realizados pela aviação francesa na Síria, devido às decisões tomadas por François Hollande e seu governo.

Estes bombardeios combatem supostamente o Estado Islâmico, aos terroristas jihadistas, no entanto, com a intervenção e os bombardeios russos protegem o regime do principal responsável pelo sofrimento do povo sírio, o ditador Assad.

E uma vez mais, é também neste caso a população civil a primeira vítima condenada a sobreviver sob o terror e a fugir colocando em risco suas próprias vidas.

A barbárie imperialista e a barbárie islamista se nutrem mutuamente. E isto em busca do controle sobre as fontes de abastecimento de petróleo.

Em uma intervenção lamentável, Hollande, se decompôs ao vivo e balbuciou algumas palavras sobre a República. Ele que brinca com fogo participando em guerras e tem portanto responsabilidade imensa neste novo drama se atreve a pedir “confiança”. Decretou estado de urgência em todo o território deixando claro que a primeira resposta que tem a dar é a de pisotear as liberdades fundamentais. Imediatamente foi apoiado por Sarkozy. s autoridades políticas podem, desse modo, proibir reuniões públicas e controlar a imprensa.

Mais uma vez, os principais responsáveis desta onda de violência selvagem, fazem um chamado à unidade nacional. Tentam contornar esta situação dramática para tirar proveito e acalmar a indignação e a revolta. Dispõem, para isso, um bode expiatório muito claro: os muçulmanos. Rechaçamos toda unidade nacional com os responsáveis pelas guerras, a burguesia, Hollande, Sarkozi, Le Pen. Denunciamos o racismo que destila o Estado em nome dos pretendidos “valores da república” no mesmo momento em que, sob a denominada luta contra o terrorismo, são os direitos democráticos que estão ameaçados. Exigimos o fim do Estado de urgência.

A única resposta às guerras e ao terrorismo é a unidade dos trabalhadores e dos povos, para além das origens, de sua cor de pele, suas religiões, mais além das fronteiras, para lutar junt@s contra aqueles que querem calá-los e submetê-los, com o fim de acabar com este sistema capitalista que traz consigo a barbárie.

Para acabar com o terrorismo, é preciso acabar com as guerras imperialistas que têm como objetivo perpetrar a pilhagem das riquezas dos povos dominados pela multinacionais, impor a retirada das tropas francesas de todos os países onde estão presentes, em particular, na Síria, no Iraque e na África.

 

Montreuil,

14 de novembro de 2015

 

NPA in English

The cruelty of imperialist wars results in the the cruelty of terrorism

http://www.internationalviewpoint.org/spip.php?article4286

 

NPA en français

Leurs guerres, nos morts: la barbarie impérialiste engendre celle du terrorisme

 

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho