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Se a América do Norte fosse comunista

León Trotsky – 17 de agosto de 1934

Publicado originalmente em Liberty, 23 de março de 1936. Este artigo foi lido por um grande público norte-americano, durante a Grande Depressão, quando milhões de pessoas se radicalizavam e se interessavam por aprender o que era o marxismo e o que significaria uma revolução socialista nos Estados Unidos.

Se a América do Norte fosse comunista, como consequência das dificuldades e problemas que a ordem capitalista é incapaz de resolver, descobriria que o comunismo , longe de ser uma intolerável tirania burocrática e arregimentação da vida individual, é o modo de alcançar maior liberdade pessoal e a abundância compartilhada.

Atualmente, muitos norte-americanos consideram o comunismo somente à luz da experiência da União Soviética. Temem que o sovietismo na América do Norte produza os mesmos resultados materiais que produziram os povos culturalmente atrasados da União Soviética. Temem que o comunismo os coloque em um leito de Procusto, e identificam o conservadorismo anglo-saxão como um obstáculo insuperável até para encarar algumas reformas possivelmente desejáveis. Argumentam que a Grã-Bretanha e o Japão interviriam militarmente contra os sovietes norte-americanos. Tremem ante à perspectiva de que os norte-americanos sejam limitados em seus hábitos alimentares e de vestimenta, obrigados a substituir sua alimentação por rações de fome, a ler uma estereotipada propaganda oficial nos jornais, a servir de simples executores de decisões tomadas sem sua participação ativa. Ou supõem que terão que guardar para si seus pensamentos, louvando aos líderes soviéticos por medo do cárcere ou do exílio.

Temem a inflação monetária, a tirania burocrática e ter que passar por uma intolerável papelada “vermelha” para obter o necessário para viver. Temem a padronização desalmada da arte e da ciência, assim como das necessidades cotidianas. Temem ver a espontaneidade política e a suposta liberdade de imprensa destruídas pela ditadura de uma monstruosa burocracia. E tremem frente à ideia de ter que aceitar a volubilidade incompreensível da dialética marxista e uma filosofia social disciplinada. Temem, em uma palavra, que a América do Norte se transforme na contraparte do que lhes disseram que é a União Soviética.

Na realidade os sovietes norte-americanos serão tão diferentes dos russos como são os Estados Unidos do presidente Roosvelt do império russo do Czar Nicolau II. No entanto, a América do Norte só poderá chegar ao comunismo passando por uma revolução, da mesma maneira que chegou à independência e à democracia. O temperamento norte-americano é enérgico e violento e insistirá em quebrar uma grande quantidade de pratos e atirar no chão uma boa quantidade de carros de maçãs antes que o comunismo se estabeleça firmemente. Os norte-americanos, antes de especialistas e estadistas, são entusiastas e esportistas, e seria contrário à tradição norte-americana realizar uma mudança fundamental sem que se tome partido e se quebrem cabeças.

Entretanto, o custo relativo da revolução comunista norte-americana, por maior que pareça, será insignificante comparado com a da Revolução Russa Bolchevique, devido à sua riqueza nacional e à sua população. É que a guerra civil revolucionária não se realiza por um punhado de homens que estão na cúpula, os cinco ou dez por cento que são donos dos nove décimos da riqueza norte-americana; este grupinho só pode recrutar seus exércitos contrarrevolucionários nos estratos mais baixos da classe média. Ainda assim, a revolução poderia atraí-los facilmente demonstrando que sua única perspectiva de salvação está no apoio aos sovietes.

Todos os que estão abaixo deste grupo, já estão preparados economicamente para o comunismo. A depressão fez estragos em sua classe trabalhadora e deu um golpe aplastante nos camponeses, já prejudicados pela longa decadência agrícola da década do pós-Primeira Guerra. Não há razão para que estes grupos oponham alguma resistência à revolução: não têm nada a perder, é claro, contando que os dirigente revolucionários tenham com eles uma política moderada de longo alcance. E quem lutará contra o comunismo? Guarda-costas de milionários e multimilionários? Seus Mellons, Morgans, Fords y Rockefellers? Deixarão de lutar à medida que não consigam quem lute por eles.

O governo soviético norte-americano tomará posse dos comandos superiores do seu sistema empresarial: os bancos, as indústrias-chave e os sistemas de transporte e comunicação. Logo dará aos camponeses e pequenos comerciantes e industriais muito tempo para refletir e ver como vai bem o setor nacionalizado da indústria.

Neste terreno, onde os sovietes norte-americanos poderão produzir verdadeiros milagres, a “tecnocracia” [movimento reformista que cresceu nos EUA pós-depressão, em especial entre a classe média] só será real sob o comunismo que tirará de cima de seu sistema industrial as mãos mortas do direito à propriedade privada e dos lucros individuais. As propostas mais ousadas da comissão de Hoover, sobre padronização e racionalização, parecerão infantis se comparadas às possibilidades abertas pelo comunismo norte-americano.

A indústria nacional se organiza seguindo o modelo de suas modernas fábricas automobilísticas de produção contínua. A planificação científica se elevará do nível de uma fábrica individual à do conjunto do sistema econômico. Os resultados serão estupendos. Os custos de produção diminuirão em uns 20% ou talvez mais. Isto, por sua vez, aumentará rapidamente o poder de compra dos camponeses.

Certamente, os sovietes norte-americanos estabelecerão seus próprios e gigantescos estabelecimentos agrícolas, que serão também escolas voluntárias de coletivização. Seus camponeses poderão calcular facilmente se lhes convém seguir como elos isolados ou unirem-se à cadeia geral.

O mesmo método se utilizaria para incorporar à organização industrial nacional, o pequeno comércio e a pequena indústria. Com o controle soviético das matérias-primas, os créditos e os insumos desta indústria secundária seguirão sendo solventes até que o sistema socializado as absorva gradualmente e sem compulsão.

Sem compulsão!!! Os sovietes norte-americanos não terão que recorrer às drásticas medidas que as circunstâncias impuseram aos russos. Nos Estados Unidos a ciência da publicidade produz os meios para ganhar o apoio da classe média, algo que estava fora do alcance da Rússia atrasada, com sua vasta maioria de camponeses pobres e analfabetos. Isto, junto com seu aparato técnico e sua riqueza, será a a maior vantagem de sua futura revolução comunista. Sua revolução será mais suave que a nossa: assim que sejam resolvidos os problemas fundamentais não terão que gastar energias e recursos em custosos conflitos sociais e, em consequência, avançarão muito mais rápido.

Inclusive a intensidade e a abnegação do sentimento religioso predominantes na América do Norte não serão um obstáculo para a revolução. Se na América do Norte se assume a perspectiva dos sovietes, nenhum barreira psicológica será suficientemente firme para abrandar a pressão da crise social. A história já demonstrou mais de uma vez. Além do mais, não se deve esquecer que os próprios Evangelhos contêm alguns aforismos bastante explosivos.

Quanto aos relativamente escassos adversários da revolução soviética, pode-se confiar no gênio inventivo dos norte-americanos. Por exemplo, poderão mandar todos os seus milionários não convencidos a alguma ilha pitoresca, com uma renda para toda a vida, e que fiquem lá fazendo o que quiserem.

Poderão fazê-lo tranquilamente, porque não precisarão temer a intervenção estrangeira. Japão, Grã-Bretanha e os demais países capitalistas que interviram na Rússia não poderiam fazer outra coisa que aceitar o comunismo na América do Norte como um fato consumado. E, de fato, a vitória do comunismo na coluna vertebral do capitalismo, determinará que se estenda aos demais países.

O Japão provavelmente se unirá às fileiras comunistas antes que se implementem os sovietes no estados Unidos. O mesmo se pode dizer da Grã-Bretanha.

De todo modo, seria uma ideia louca enviar uma frota de Sua Majestade britânica contra a América do Norte soviética, inclusive contra o sul de seu continente, mais conservador. Seria inútil e nunca passaria de uma incursão militar de segunda ordem. A poucas semanas ou meses estabelecidos os sovietes na América do Norte, o pan-americanismo seria uma realidade política.

Os governo da América Central e do Sul se veriam atraídos por sua federação com o ferro pelo imã. O mesmo ocorreria com o Canadá. Os movimentos populares deste países seriam tao fortes que impulsionariam este grande processo unificador em um brevíssimo período e a um custo insignificante. Estou disposto a apostar que o primeiro aniversário dos sovietes norte-americanos encontraria o hemisfério Ocidental transformado em Estados Unidos Soviéticos do Norte, do Centro e do Sul da América, com sua capital no Panamá. Pela primeira vez a Doutrina Monroe adquiriria um peso total e positivo nos assuntos mundiais, não o previsto por seu autor.

Em que pese os lamentos de alguns de seus arqui-conservadores, Roosvelt não está preparando a transformação soviética dos Estados Unidos.

A National Recovery Administration (NRA) não pretende destruir, e sim fortalecer os fundamentos do capitalismo norte-americano, ajudando as empresas a superar suas dificuldades. Não será a Águia Azul [símbolo da NRA], mas as dificuldades que esta é incapaz de superar, o que trará o comunismo aos EUA. Os professores “radicais” do seu truste de cérebros não são revolucionários; são apenas conservadores assustados. Seu presidente abomina os “sistemas” e as “generalidades”. Mas um governo soviético é o maior de todos os sistemas possíveis, uma gigantesca generalidade de ação.

Ao homem comum também não agradam os sistemas e generalidades. Será tarefa de seus estadistas comunistas conseguir que o sistema produza os bens concretos que o homem comum deseja: sua comida, seus cigarros, suas diversões, sua liberdade de eleger as gravatas, a moradia e o automóvel que lhe agrade. Será muito fácil proporcionar-lhe estas comodidades na América do Norte soviética.

A maioria dos norte-americanos estão desorientados pelo fato de que na União Soviética tivemos que construir indústrias básicas inteiras, partindo do nada. Uma coisa assim não poderia acontecer nos EUA, onde já se é obrigado a reduzir as zonas cultivadas e a produção industrial. De fato seu tremendo aparato tecnológico está paralisado pela crise e exige ser colocado novamente em uso. O ponto de partida do ressurgimento econômico poderá ser o rápido aumento do consumo de seu povo.

Estão mais preparados do que qualquer outro país para conseguir isso. Em nenhum outro lugar chegou a ser tão intenso como nos EUA o estudo do mercado interno. Entra nas existências acumuladas pelos bancos, os trustes, os homens de negócios, os comerciantes, os viajantes de comércio e os granjeiros. Seu governo soviético simplesmente abolirá o segredo comercial, mudará todas as descobertas destas investigações realizadas em função do lucro privado e os transformará em um sistema científico de planificação econômica. Para isso, contará com a colaboração de uma numerosa classe de consumidores cultos e críticos. A combinação das indústrias-chave nacionalizadas, o comércio privado e a cooperação do consumidor democrático produzirá rapidamente um sistema sumamente flexível para satisfazer as necessidades da população.

Nem a burocracia, nem a polícia farão funcionar este sistema; o fará o frio, duro dinheiro. Seu dólar todo-poderoso cumprirá um papel fundamental no funcionamento do novo sistema soviético. E um grande erro misturar a “economia planificada” com a “emissão dirigida”. A moeda terá de ser o regulador, que meça o êxito ou o fracasso da planificação.

Seus professores “radicais” se equivocam mortalmente com sua devoção à “moeda dirigida”. Esta ideia acadêmica poderia facilmente liquidar seu sistea de distribuição e produção. Essa é a grande lição a se extrair da União Soviética, onde a amarga necessidade se converteu em virtude oficial no reino do dinheiro.

A falta de um rublo de ouro estável é uma das causas fundamentais de muitas das dificuldades e catástrofes econômicas. É impossível regular os salários, os preços e a qualidade das mercadorias sem um sistema monetário firme. Ter um rublo instável em um sistema soviético é o mesmo que ter moldes variáveis em uma fábrica que trabalha em série. Não funciona.

Só será possível abandonar a moeda de ouro estável quando o socialismo consiga substituir o dinheiro por um sistema de controle administrativo. Então, o dinheiro será um vale comum e corrente, como o boleto do ônibus ou a entrada do teatro. À medida que o socialismo avance também desaparecerão estes vales; já que não será necessário o controle, nem dinheiro nem administrativo, sobre o consumo individual; já que haverá bens suficientes para satisfazer a necessidade de todos!

Ainda não estamos nesta situação, ainda que com toda certeza, America do Norte chegará antes que qualquer outro país. Até então, a única menrira de se alcançar este nível de desenvolvimento será manter-se um regulador e medidor efetivo do funcionamento efetivo do deu sistema. De fato, durante os primeiros anos uma economia planificada necessita, mais ainda que o velho capitalismo, de dinheiro efetivo. O professor que regula a unidade monetária com o objetivo de regular todo o sistema econômico é como o homem que resolveu levantar os dois pés do solo ao mesmo tempo.

A América do Norte soviética contará com reservas de ouro suficientes para estabilizar o dólar, o que constitui uma vantagem sem igual. Na Rússia, aumentamos a produção industrial em uns 20 ou 30% anual, mas devido à debilidade do rublo, não pudemos distribuir efetivamente este aumento. Isso em parte se deve ao fato de que permitimos à burocracia subordinar o sistema monetário às necessidades administrativas. Vocês os pouparão deste mal. Em consequência, nos superarão muito, tanto na produção, quanto na distribuição, o que levará a um rápido avanço no bem-estar e na riqueza da população.

Com tudo isto, não precisarás imitar a nossa produção padronizada para nossa massa pobre de consumidores. Recebemos da Rússia czarista uma herança de pobreza, um campesinato culturalmente subdesenvolvido e um baixo nível de vida. Tivemos que construir as fábricas e as represas à expensa de nossos consumidores. Padecemos de uma inflação monetária contínua e uma monstruosa burocracia.

A América do Norte soviética não terá que imitar nossos métodos burocráticos. Entre nós a falta do mais elementar produziu uma intensa luta para conseguir um pedaço extra de pão, um pouco mais de tecido. Nesta luta a burocracia se impõe como conciliadora, como árbitro todo-poderoso.

Mas vocês são muito mais ricos e têm muito poucas dificuldades para satisfazer as necessidades de todo o povo. Mais ainda, suas necessidades, gostos e hábitos nunca permitirão que seja a burocracia que reparta a riqueza nacional. Quando vocês organizarem sua sociedade voltada a produzir em função das necessidades humanas e não os lucros individuais, toda a população se nucleará em novas tendência e grupos que lutarão entre si e evitarão que uma burocracia todo-poderosa se imponha.

Assim, a prática dos sovietes, quer dizer da democracia, a forma mais democrática de governo alcançada até hoje, evitará o burocratismo. A organização soviética não pode fazer milagres; simplesmente deve refletir a vontade do povo. Entre nós os sovietes se burocratizaram como resultado do monopólio político de um só partido, transformando o mesmo em uma burocracia. Esta situação foi a consequência das excepcionais dificuldades que teve que enfrentar o começo da construção socialista em um país pobre e atrasado.

Os sovietes norte-americanos estarão cheios de sangue e vigor, sem necessidade, nem oportunidade de que as circunstâncias imponham medidas como as que tivemos que adotar na Rússia. É claro, os capitalistas que não se regenerem não terão lugar na nova ordem. É um pouco difícil imaginar Henry Ford dirigindo o soviete de Detroit.

No entanto, não só é concebível como inevitável que se desate uma grande luta de interesses, grupos e ideias. Os planos de desenvolvimento econômicos anuais, quinquenais e decenais; os esquemas de educação nacional, a construção de novas linhas básicas de transporte; a transformação das granjas, o programa para melhorar a infraestrutura tecnológica e cultural da América Latina ; o programa de comunicação espacial; a eugenia… tudo suscitará controversias, vigorosas lutas eleitorais e apaixonados debates nos jornais e nas reuniões públicas.

Pois na América do Norte soviética não existirá o monopólio da imprensa por parte dos chefes da burocracia como na Rússia soviética. Nacionalizar toda a imprensa, as fábricas de papel e as distribuidoras seria uma medida puramente negativa. Significaria simplesmente que ao capital privado já não se permite dizer quais publicações editar, sejam progressistas ou reacionárias, “úmidas” ou “secas” [referência irônica à lei seca nos EUA], puritanas ou pornográficas. América do Norte soviética terá que encontrar uma nova solução para o problema de como deve funcionar o poder da imprensa em um regime socialista. Poderia fazer-se sobra a base da representação proporcional aos votos em cada eleição aos sovietes.

Assim, o direito de cada grupo de cidadãos a utilizar o poder da imprensa dependeria de sua força numérica, o mesmo princípio se aplicaria para o uso dos locais de reunião, da rádio, etc. Deste modo a administração e a política de publicações não seriam decididas pelos talões de cheque individuais e sim pelas ideias de distintos grupos. Isso pode levar a que se leve pouco em conta os grupos numericamente pequenos, mas implica a obrigação de cada ideia nova de apresentar-se e demonstrar seu direito de existência.

A rica América do Norte soviética poderá destinar muito dinheiro à pesquisa, à invenção, às descobertas e experiências em todos os terrenos. Não deixará de lado seus audazes arquitetos e escultores, seus poetas e filósofos não-convencionais. Na realidade, os ianques soviéticos do futuro dirigirão a Europa, nos mesmos terrenos em que até agora a Europa tem sido sua professora. Os europeus têm uma ideia muito pobre de como a tecnologia pode influenciar o destino humano e adotaram uma atitude de depreciativa superioridade frente ao “norte-americanismo”, particularmente a partir da crise [de 1929]. E, no entanto, o norte-americanismo marca a verdadeira linha divisória entre a Idade Média e o Mundo Moderno.

Até agora na America do Norte a conquista da natureza foi tão violenta e apaixonada que não teve tempo de modernizar sua filosofia ou de desenvolver formas artísticas próprias. Até agora foi hostil às doutrinas de Marx, Hegel e Darwin. A queima dos trabalhos de Darwin pelos batistas de Tenessee é só um pálido reflexo do rechaço dos norte-americanos às doutrinas evolucionistas. Ainda é parte de sua conformação mental. Tantos seus ateus, quanto seus quakers são decididamente racionalistas. E esse mesmo racionalismo está debilitado pelo empirismo e pelo moralismo. Não tem nada da implacável vitalidade dos grandes racionalistas europeus. Por isso, seu método filosófico é mais articulado que seu sistema econômico e suas instituições políticas.

Hoje, muito pouco preparados para isso, se veem obrigados a enfrentar as contradições que, sem que suspeitem, surgem em toda sociedade. Conquistaram a natureza com as ferramentas que criaram seu gênio inventivo, somente para descobrir que suas ferramentas destruíram tudo, exceto suas pessoas. Contrariamente a todas as esperanças e desejos, sua riqueza sem precedentes produziu desgraças sem precedentes. Descobriram que o desenvolvimento social não segue uma fórmula simples. Então, foram empurrados para a escola da dialética para ficar por aí.

Não há como voltar para trás, à forma de pensar e atuar predominante nos séculos XVII e XVIII. Enquanto os tolos românticos da Alemanha nazi sonham em restaurar a pureza original, ou melhor dizendo a imundície original da velha raça da Selva Negra europeia, vocês, norte-americanos, após darem um firme salto em sua economia e em nossa cultura, aplicarão genuínos métodos científicos ao problema da eugenia. Dentro de um século, de sua mescla de raças surgirá um novo tipo de homem, o primeiro a merecer o nome de Homem.

E uma profecia final: No terceiro ano do governo soviético na América do Norte, já não mascarão mais chicletes!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

Leon Trotsky Joseph Stalin