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Quênia: Filho de membro do governo estava entre autores do massacre

O filho do chefe de governo da província de Mendera, na fronteira com a Somália, é um dos autores do atentado que, na semana passada, vitimou 148 pessoas, entre os quais 142 estudantes. Até ao momento, foram detidos seis suspeitos. Quênia bombardeou acampamentos do Al Shabaab, grupo islâmico filiado à Al Qaeda que assumiu a autoria do massacre. Campanha no Twitter dá rosto às vítimas.

Segundo anunciou no domingo o ministro do Interior do Quênia, Moenda Njoka, Abdirahim Mohammed Abdullahi, filho do chefe de governo de Mandera, província no extremo nordeste do Quênia, esteve envolvido no ataque de 2 de abril à universidade de Garissa, que fez 148 mortos: 142 estudantes, três militares e três polícias.

O político reportou, em 2014, o desaparecimento do seu filho, licenciado em direito na Universidade de Nairóbi.

Atualmente, estão detidos seis elementos suspeitos de terem fornecido apoio ao comando islâmico Al Shabaab, que assumiu a autoria do massacre, afirmando tratar-se de uma retaliação à participação militar do Quénia na missão da União Africana que combate extremistas na Somália.

Grupo islâmico Al Shabaab ameaça com novos ataques

O grupo islâmico filiado à Al Qaeda divulgou entretanto um comunicado no qual avança que “enquanto [o governo queniano] persistir em seguir o caminho da opressão, pôr em prática políticas repressivas e continuar com a sistemática perseguição de muçulmanos inocentes”, os seus ataques “também continuarão”.

Esta terça-feira teve lugar uma manifestação de protesto em memória das vítimas e contra a falta de segurança no país. A marcha, que reuniu centenas de estudantes, terminou junto à sede do governo queniano.

Quénia bombardeou Al Shabaab na Somália

Na segunda-feira, a Força Aérea do Quénia (FAQ) anunciou que destruiu dois acampamentos do Al Shabaab nas cidades de Gondodowe e Ismail, no sul da Somália. Um porta-voz do governo de Nairobi garantiu, inclusive, que as imagens aéreas mostram “que ambos os campos ficaram totalmente destruídos”.

Esta informação é desmentida por um dirigente das milícias, o xeque Abdiasis Abu Musab, que adiantou, em declarações à agência à Reuters, que a FAQ falhou os alvos e as bombas “caíram em terrenos agrícolas”.

Campanha nas redes sociais dá cara às vítimas

Uma campanha, com a hashtag #147NotJustaNumber, está tornando-se viral no Twitter. O objetivo é dar cara às vítimas do atentado, levando vários utilizadores desta rede social a partilhar as fotos dos seus amigos e colegas que morreram no ataque de dia 2 de abril.

Fonte: Esquerda.net

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