Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Proposta de resolução à reunião da Executiva Nacional Ampliada do PSOL

10 de dezembro de 2016

1. A revelação pela imprensa do conteúdo de umas das primeiras delações da Odebrecht, na noite de ontem,  alarmaram o país. O envolvimento direto de Michel Temer e todo seu núcleo fundamental de governo[ Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Juca, Yunes] completam o círculo do aprofundamento geral da crise iinstitucional  Além desse citados,também Renan, Rodrigo Maia, Alckmim e Serra foram capa dos principais jornais de circulação nacional.  Os principais “políticos” do Brasil estão agora diretamente implicados na Operação Lava-Jato, expostos ao conjunto do povo.
2. O cenário nacional está marcado por uma combinação de crises. A crise política, a crise institucional com o conflito de poderes no caso da disputa entre Renan e o STF, a crise economica e financeira que atinge em cheio os principais estados da federação como RIo de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul e a brutal crise social que se agrava na piora das condições de  vida do conjunto da população.  Os dados são alarmantes: não há previsão alguma de recuperação e a economia encolheu 8.3% desde o inicio da atual recessão que se anuncia prolongada. Desemprego em massa, condições desfavoráves pra classe trabalhadora, com fechamento de vagas, recortes de orçamento, parcelamento de salários, prejudicando diretamente o final de ano das famíias brasileiras.
3. A votação a toque de caixa da PEC 55, condenada inclusive pela ONU, revela a insensbilidade do governo e da Casta para com qualquer perspectiva de futuro. Aproveitando-se  da comoção nacional com a tragédia da equipe da Chapenconcese , o Senado corrupto aprovou em primeiro turno, o teto de gastos que cria um verdadeiro austericio para areas como saúde, educação e segurança.
4. O anúncio da contrareforma previdenciária foi um dos maiores ataques aos trabalhadores desde a redemocratização do país. Além de elevar o tempo de aposentadoria mínima, o problema da contrbiuição ser alargada, esse é um golpe duro contra a classe trabalhadora em geral, especialmente às mulheres trabalhadoras, que cumprem dupla e tripla jornada.
5. Em paralelo a isso, a crise que arrastou um conflito entre Renan e a proposta do Ministro Marco Aurélio Mello, que via STF deferiu liminar a favor de seu afastamento da presidência do Senado. Isso ocorreu num momento onde Renan encabeçaava a tentativa da casta de anistiar o caixa dois, desfigurar as medidas contra a corrupção e assim constrager as investigações da Lava-Jato, intimidando procuradores e o Ministério Público. O desfecho dessa crise demonstrou o peso da casta, num grande acordo para manter Renan, votar o ajuste e preservar o Senado. Tal acordo envolveu Juca, Gilmar Mendes, a maior parte dos ministros do STF, que se desmoralizou ao votar o “fica Renan”. Também envolveu o Senador Viana do PT na defesa da “unidade” dos de cima para aprovar o ajuste e abafar a Lava-jato.
6. É inconstetável que a Operação  Lava-Jato cumpre o papel decisvo para a instabilidade no país. A prisão de Cabral foi comemorada pelo movimento de massas no Rio; sua quadrilha começa a ser desbarata, com vários de seus secretarários indo para trás das grades. A revelação de que Alckmin seria o “santo” da planilha da Odebretch também atinge a banda tucana, arrastando as tres maiores frações da casta partidária para o centro da discussão dos esquemas de financiamento ilicito e propina nas estatais e na construção de grandes obras: PMDB, PT e PSDB.
7. A resistência popular às medidas do ajuste é ainda fragmentada. O Ajuste é duríssimo e urgente para as classes dominantes. O ato do  29 apesar de ter se mostrado como um grande dia de luta e resistência contra a pec 55, não teve uma continuidade imediata. O governo necessitava impor  sua agenda e colocar  em prática nos Estados a política de ajuste fiscal além de medidas que desfiguram o pacote anticorrupção, ameaçando assim a continuidade das investigações da Operação Lava jato.
8. O conceito de que a operação Lava-Jato nada mais é do que uma operação de “agentes do imperialismo” não só não arma corretamente as tarefas do período como também é responsável pelo crescimento da direita nas ruas. Entregando mais uma vez na mãos da direita um consigna de luta que sempre foi nossa maior arma contra o capital.É preciso fazer um combate sem tréguas contra a direita, seja a direita que governa seja a que busca “tomar as ruas”.   Concordamos quando Chico Alencar diz que as “tentativas de abafar a Lava-Jato crescerão”. Devemos evitar a “estagnação da sangria da Lava-Jato” como verbalizou a casta através de Jucá. A bancada do PSOL corretamente foi artífice, junto com a bancada da Rede, mais de uma vez, da denúncia da aprovação da anistia ao caixa 2. Também o PSOL teve uma postura acertada ao votar contra a emenda que limitava o poder dos procuradores e juízes.
9.  A luta dos servidores do Rio de Janeiro demonstra a polarização social, por vezes confusa, dispersa, mas ainda assim combativa. A luta contra o pacotaço de Pezão obteve algumas vitórias parciais e o clima é de tensão para a manifestação do dia 12, onde podemos ter enfrentamentos nos arredores da Alerj; a cena de dois policiais se retirando da tropa de choque para juntar-se à manifestação expressa que devemos atuar na crise, na contradição das baixas oficialidades das policias civis, militares e bombeiros que se mobilizam também em outros estados.
10. O lugar do PSOL é apoiar às lutas, denunciar todos os corruptos e ter um papel ativo na conjuntura. Precisamos aproveitar a referência de nossas figuras públicas como o peso que o Partido tem no Rio de Janeiro, nossas vereadoras e vereadores, deputados e militância.  Fortalecendo assim a consigna do Fora Temer juntamente com a luta contra a corrupção incluindo na consigna “Fora todos os corruptos”.O governo se mostra ilegítimo  frente a representatividade democrática e não  sendo nenhuma referência de luta contra corrupção. Unificar juntamente com o Fora Temer as lutas contra o ajuste, contra a reforma da Previdência será fundamental pra inclusive reforçar o pedido de impeachment do Psol. Pra isso saída deve colocar a necessidade urgente de se pauta na sociedade “Eleições Gerais Já”, colocando para o  povo a decisão.  Devemos junto a isso ampliar o debate programático de uma saída política e economica diante da crise com medidas que respondam às necessidades populares.
11.O PSOL dever ter como palavras de ordem pra lutas e pra sociedade geral:

-Fora Temer – fora Renan e todos os corruptos;

– Lava jato até final – para todos corruptos;

-Fortalecimento das luta de Indignação dos Estados contra o ajuste, no RS, RJ, MG etc;

-Congelamento da reforma da previdência,da pec 55 e da MP do Ensino Médio;

-Eleições Gerais Já!

12. Que o Partido convoque uma coletiva de imprensa, com sua bancada, Marcelo Freixo, Luciana Genro para expor ao conjunto do país nossas posições e saída para a crise.
Israel Dutra – MES
Mari Riscale – MES
Zeneide Lima – MES
Mariana Conte – 1° de Maio
Romer Guex – Somos Viamão PSOL

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A edição n.6 da Revista Movimento celebra o centenário da Revolução de Outubro com artigo de Kevin Murphy sobre as origens do stalinismo. Luciana Genro discute a continuidade da Operação Lava Jato. Alvaro Bianchi introduz a nossos leitores conceitos de Antonio Gramsci. A revista também apresenta tradução de palestra de Angela Davis. Na seção internacional, publicamos artigo de Perry Anderson sobre a resiliência do centro neoliberal europeu. Edgardo Lander trata da situação venezuelana, Pedro Fuentes e Charles Rosa abordam a questão catalã. Um instigante artigo de Maycon Bezerra sobre Florestan Fernandes, a tese do MES para o Congresso do PSOL e nossa plataforma sindical completam a edição.

Abaporu

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

Leon Trotsky Joseph Stalin