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Presidente do parlemento grego é candidata independente nas listas da Unidade Popular

Na reunião do Syriza este fim de semana, Alexis Tsipras apontou baterias aos partidos do “velho sistema”. Os dissidentes da Unidade Popular contam com Zoe Konstantopoulou enquanto candidata independente, mas terão a concorrência do Antarsya nas urnas. O PASOK vai coligado com o DIMAR, mas falha o acordo com o partido de Papandreou.

Fonte: InfoGrécia


A campanha eleitoral grega está no início e as sondagens revelam a perda de popularidade do Syriza nas últimas semanas. O partido de Alexis Tsipras viu sair milhares de militantes e alguns dirigentes de topo para a Unidade Popular. Uma delas é a presidente do Parlamento agora dissolvido, Zoe Konstantopoulou, que anunciou esta segunda-feira que será candidata independente pelo partido liderado pelo ex-ministro Lafazanis. A assistir à conferência de imprensa estiveram ex-membros do governo Syriza, como Dimitris Stratoulis e Nadia Valavani.

Contudo, a Unidade Popular sofreu um revés no fim de semana, ao ver gorada a hipótese de ir às eleições de 20 de setembro juntamente com a coligação de esquerda Antarsya. A direção deste partido que junta várias correntes da extrema-esquerda grega decidiu por 64 votos contra 14 ir sozinha às urnas, por considerar que a posição da Unidade Popular não é clara quanto à necessidade de abandonar o euro e a União Europeia nem quanto ao balanço da sua posição de apoio ao Syriza durante os meses da governação.

A decisão da Antarsya de ir sozinha a eleições deverá provocar uma cisão nesta força extraparlamentar, com alguns dos grupos que a compõem a juntarem-se à Unidade Popular de Lafazanis, que esta segunda-feira disse à imprensa que o objetivo do novo partido é eleger a terceira maior bancada parlamentar.

Papandreou responsabiliza PASOK por falhar unidade do seu campo político

Por seu lado, o PASOK completou este fim de semana as negociações para tentar reunificar o seu espaço político, que se reduziu bastante nos últimos anos. No lado positivo, alcançou um acordo com o seu ex-parceiro de governo DIMAR e vão concorrer juntos em coligação sob a designação Coligação Democrática. Fofi Gennimata e Thanassis Theoharopoulos acordaram um manifesto de 11 propostas que irão divulgar esta semana e querem cooperar com as forças pró-Bruxelas no futuro parlamento.

Fora desta aliança fica o partido do ex-primeiro-ministro George Papandreou, o KIDISO. Apesar das negociações terem ocorrido, a resistência forte no interior do PASOK em voltar a unir-se com o autor de uma cisão no partido há menos de um ano deitou por terra a concretização da aliança. Num comício do seu partido este sábado, Papandreou responsabilizou o PASOK pelo fracasso das conversações.

Tsipras pede maioria absoluta “contra o velho sistema”

No Syriza, a reunião do fim de semana serviu para Alexis Tsipras clarificar que o seu adversário nas eleições são os “partidos do velho sistema” que estão apostados em transformar os últimos sete meses num “parêntesis de esquerda que lave os seus pecados de 40 anos”.

Tsipras vai para a campanha com a intenção de pedir uma maioria absoluta, após ter afastado a hipótese de vir a governar com apoio dos representantes do “velho sistema” que identifica como sendo a Nova Democracia, o PASOK e o Potami.

As primeiras sondagens reveladas no fim de semana, ainda sem o quadro definitivo das candidaturas, indicam a dispersão de votos por nove partidos com hipótese de eleger deputados, os neonazis a consolidarem o lugar de terceira força e o Syriza a perder a larga vantagem dos últimos meses, sem que isso corresponda a um crescimento da Nova Democracia, principal partido da oposição.

O líder do Syriza promete que vai apresentar medidas para compensar o efeito negativo do terceiro memorando no rendimento dos mais pobres e negociar os pontos ainda em aberto com os credores. E disse aos dirigentes do Syriza presentes na conferência que “está na hora de acabar com a melancolia de esquerda e passar ao otimismo”.

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