Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Logo que a votação do referendo grego foi encerrada, as pesquisas de boca de urna já desmentiam as pesquisas divulgadas anteriormente pelos grandes veículos de comunicação da Grécia. A manipulação das pesquisas foi mais uma das armas sujas usadas pela União Europeia e o FMI para enganar, confundir, aterrorizar e assim conquistar votos para o “sim”.

Já com mais de 70% dos votos apurados, fica evidente a coerência do povo grego que elegeu o primeiro ministro Alexis Tsipras com uma plataforma radical contra a Troika e manteve o posicionamento anti-austeridade rejeitando a proposta dos credores.

Com os resultados consolidados, o ministro da economia da Grécia, Yanis Varoufakis, afirmou que “a partir de amanhã, a Europa, cujo coração está batendo na Grécia hoje, vai começar a curar suas feridas, nossas feridas. Hoje o ‘Não’ é um grande ‘Sim’ para uma Europa democrática“.

Para Varoufakis, o resultado não significa que virá um acordo fantástico, mas coloca a Grécia com mais força na mesa de negociação. O ministro grego anunciou que pretende reunir com os bancos nas próximas 24h e garante que sairá com um novo acordo. Do outro lado, o jornal EL PAÍS noticiou que François Hollande e Angela Merkel estão convocando reunião extraordinária da zona do euro para a terça-feira.

Nessa noite, mais uma vez, os cidadãos gregos tomam as ruas e a praça Sintagma para reafirmar a posição antiausteridade que vem sendo manifestada nas ruas há anos.  Independente do que aconteça na segunda-feira, os gregos celebram o novo momento do país que atrai a atenção de toda a Europa pois mostra que existe opção à Troika e à ditadura do capital financeiro.

 

Por Julio Camara

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

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