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POR UMA NOVA E MAIOR PRIMAVERA CARIOCA: Congresso Municipal do RJ indica a candidatura de Marcelo Freixo

Por Felipe Aveiro, militante do PSOL/MES-RJ

Apesar do frio e da chuva que caía à tarde, o 2º Congresso Municipal do PSOL Carioca terminou de forma calorosa com a vitoriosa aprovação por aclamação do nome de Marcelo Freixo para ser pré-candidato do PSOL à prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições municipais do próximo ano com a plataforma online interativa “Se a Cidade Fosse Nossa”, desenvolvida em parceria com a Fundação Lauro Campos. Uma vitória para todo o PSOL!

O nome do Deputado Estadual foi unânime dentro do partido e a expectativa é de criar na cidade uma nova “Primavera Carioca”, repetindo (e superando) o sucesso que foi a campanha de 2012, quando Marcelo ficou em segundo lugar com quase 1/3 dos votos da população carioca em uma campanha muito desigual em dinheiro e tempo de televisão. Mas se faltavam recursos materiais, sobravam disposição e uma militância disposta a tomar as ruas para lutar por seus ideais.

E essa disposição pôde ser observada também com a incorporação aos debates de Brizola Neto e o novo deputado Glauber Braga, o que indica que o partido cresse por cima e por baixo e se postula como alternativa a velha direita como ao PT.

O desafio agora é avançar em um partido capaz de incorporar os setores descontentes com as castas políticas, inserir se ainda mais nos movimentos sociais, nos bairros populares, nas favelas e na juventude que vem jogando um papel extremamente ativo. Um exemplo destacável é a casa de Juventude impulsionada por Juntos e David Miranda que já tem se convertido em um centro de juventude na reconhecida zona da Pedra do Sal.

A chapa vitoriosa para a composição da nova direção foi defendida pelo companheiro Milton Temer quee referendou ainda o nome de Tarcísio Motta para ser o novo presidente do PSOL no Rio de Janeiro. Um nome que representa o exemplo que o PSOL carioca deve ser para o partido país afora, que fez no ano passado uma campanha de sucesso ao enfrentar os quatro “Cabrais”, ficando à frente até do Lindbergh Farias, candidato ao governo pelo PT.

Cabe destacar que quando foi a apresentação de sua candidatura, Marcelo Freixo antes de começar sua fala chamou para compor a Milton a compor a mesa reconhecendo de essa maneira o papel que tem jogado no PSOL carioca.

A crise política e confusão ideológica que atinge o Brasil e o mundo se expressam também na falta de uma alternativa forte para comandar a cidade pelo próximo período. O possível candidato do PMDB para suceder Eduardo Paes na prefeitura é Pedro Paulo, no momento desgastado pelo escândalo de agressão à sua ex-mulher e pela disputa interna por outra facção interna do PMDB carioca que propõe o nome de Leonardo Picciani para a disputa.

Marcelo Freixo, “para que a cidade seja nossa”

Deputado estadual mais votado nas últimas eleições, Freixo enfatizou que terá a “maior aliança” na disputa em 2016. Mas não as alianças fisiológicas e espúrias que fazem parte do arco de alianças do atual governo, e sim em uma aliança com o povo e os movimentos organizados. Dezenas de movimentos sociais estiveram presentes ou mandaram representantes como o MTST, MST, Movimento Moleque, Vila Autódromo, Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, Rede Emancipa e movimentos de juventude como o Juntos!

Estiveram também presentes ainda os humoristas Marcelo Adnet e João Vicente de Castro, do Porta dos Fundos. O ator Wagner Moura não pôde estar presente, mas enviou sua saudação à pré-candidatura. A mensagem do ator baiano foi lida pelo amigo em comum, o também baiano Jean Wyllys. Já o cantor Caetano Veloso “não conseguiu acordar”, segundo as palavras do próprio Freixo.

Ao lado de Jean, nossa bancada fluminense no Congresso Nacional estava completa com Chico Alencar e o recém-chegado Glauber Braga, que apesar de novo no partido já tem se demonstrado um importante aliado, colocando  seu mandato parlamentar à serviço das lutas do povo brasileiro e na construção de um polo que aglutine todos aqueles descontentes com os rumos do PT, mas que também não querem a volta dos tucanos, lutando por um programa democrático e popular, contra o retrocesso que vivemos no país.

Junto à vinda de Glauber, a chegada do vereador Leonel Brizola Neto evidencia que, apesar de pequeno, o PSOL tem se apresentado cada vez mais como uma alternativa de poder real para o país, deslocando importantes setores para as fileiras do nosso partido, como aquele ligado ao Brizolismo, que já demonstrou seu valor com a atuação do nosso Deputado Estadual do Rio Grande do Sul, Pedro Ruas, também egresso do trabalhismo e que muito nos orgulha.

Freixo terminou seu discurso lembrando ainda da reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo naquele dia, que revelou a existência de uma funcionária na prefeitura que é uma indicação política do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunho, e cuja empresa foi responsável pelas obras nos banheiros do Maracanã.

Atolado até o pescoço pelos desdobramentos da Operação Lava-Jato, Eduardo Cunha é apenas o caso mais evidente do modus operandi desse velho partido de oligarcas que dominam a política nacional. E é por isso que esse 2º Congresso Municipal do PSOL Carioca foi importante: por reafirmar a necessidade do PSOL enquanto ferramenta da classe trabalhadora para se organizar e lutar por uma sociedade radicalmente diferente, contra as velhas castas políticas que governam contra os “de baixo”.

Importância essa que foi também reafirmada com a mesa de abertura do congresso que celebrou os 10 anos de legalização do PSOL e seus 11 anos de luta social, após a expulsão dos parlamentares “radicais” que fundaram o partido para se postular enquanto uma alternativa à traição do PT aos trabalhadores em todo o Brasil. Um viva ao Partido Socialismo e Liberdade!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho