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Pesquisa eleitoral reafirma espaço para Luciana Genro em Porto Alegre

 

A mais recente pesquisa eleitoral, realizada em parceria do Jornal Correio do Povo com o Instituto Methodus, apresenta três cenários possíveis para a disputa eleitoral da prefeitura de Porto Alegre, em outubro do ano que vem. Em dois dos três cenários, Luciana Genro do PSOL está a frente.

 

No primeiro cenário(estimulada), Manuela d’Ávila (PCdoB) é a mais citada pelos entrevistados com 23,9%, seguida por Luciana Genro com 14,5%, Vieira da Cunha (PDT) com 10,2%, Sebastião Melo (PMDB), atual vice-prefeito e candidato preferencial da situação com 8,1%, Beto Albuquerque (PSB) com 7,8%, e Nelson Marchezan Jr. (PSDB) com 6,5%. Nesse cenário 11,9% aparecem como indecisos e 17,1% para branco/nulos.


No segundo cenário apresentado, sem o nome da deputada Manuela d’Ávila, Luciana Genro é a líder com 19% dos votos, seguida por Vieira da Cunha com 12,7%, Maria do Rosário com 10,1%, Beto Albuquerque com 9,3%, Sebastião Melo com 8,5% e Nelson Marchezan Jr. com 6,8%. Indecisos são 14,5% e branco/nulo 19,1%. 

Na hipótese de um terceiro cenário , Luciana Genro aparece  em primeiro lugar com 19,8% dos votos,  depois aparece  Vieira da Cunha com 12,9%, Beto Albuquerque com 9,5%, Raul Pont com 9%, Sebastião Melo com 8,2% e Nelson Marchezan Jr. com 7,3%. Nessa última hipótese, aparecem como indecisos 14,8% e branco/nulos ficam em 18,5%.

 

Para além dos números está claro que existe uma busca por uma saída pela esquerda para a cidade.

O estado está atravessando uma forte crise econômica, tendo sido parcelado o salário do funcionalismo público estadual por dois meses seguidos, o que resultou em greves e protestos dos servidores.

A crise dos partidos que apoiam os governos Sartori e Dilma pode ser verificada  nos altos índices de rejeição: o governador tem sua gestão desaprovada por 80, 4% dos moradores de Porto Alegre; enquanto Dilma soma apenas 12,5% de citações destacando seu governo como “bom” ou “ótimo”.

 

Uma expressão de um movimento que está se gestando

 

A pesquisa eleitoral, não apenas na fotografia, expressou uma tendência mais profunda.

As novas leis aprovadas na “mini-reforma política”, que na verdade foi uma contra-reforma, buscam reduzir o tempo de campanha, dividir de forma mais desigual o tempo de aparição na TV para os partidos políticos e ainda restringir a participação do PSOL nos debates com a famigerada Lei da mordaça.

Na contramão dessas mudanças restritivas começa a se colocar em movimento a idéia de mudar as cidades, ampliando direitos e discutindo quais são os reais interesses que as castas políticas defendem.

A exemplo da Espanha, onde cidades importantes como Madrid, Barcelona e Cádiz,  elegeram prefeituras vinculadas com o movimento social e popular, o Rio de Janeiro e Porto Alegre começam a indicar também essa tendência.

O lançamento da pré-candidatura de Marcelo Freixo na semana passada, durante o congresso municipal do PSOL carioca foi um acontecimento importante. Na esteira do que foi a primavera carioca de 2012, Freixo está reafirmando a necessidade de um programa-movimento para, inclusive, alterar as condições como se realizam as disputas sobre os rumos das grandes cidades no país.

Em Porto Alegre, Luciana tem se caracterizado por vocalizar e apoiar importantes lutas democráticas e de interesse popular. O lançamento da Cartilha pelos direitos LGBT, realização de vários autores que discorrem sobre a pauta, impulsionados pela bancada do PSOL na Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, ocorrida na última sexta-feira, dia 23 de outubro, sinalizou que cresce o espaço para vocalizar essa luta.

Luciana também tem discutido conjuntura política em várias universidades, encontros e reuniões, sendo recebida de forma entusiasmada, especialmente pela juventude que ensaia seus primeiros passos na ação política.

A luta aberta nas grandes Jornadas de Junho de 2013, pela juventude brasileira, para virar do avesso o sistema político começa a ganhar tradução no coração da vida urbana: a cidade.

E Porto Alegre, aparece, uma vez mais, como vanguarda para o Brasil.

 

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

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