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Paul Krugman em Atenas defende o fim da austeridade na Europa

O Prémio Nobel da Economia Paul Krugman voltou a defender este sábado em Atenas o fim da política de austeridade na Europa e apoiou a posição de Alexis Tsipras, instando-o a que não ceda às pressões e mantenha as suas “linhas vermelhas” nas negociações com os credores.

Num comunicado divulgado quinta-feira, o primeiro-ministro esclareceu que mantém desacordos com as instituições europeias e o FMI em torno a quatro questões fundamentais: política laboral, aumento do IVA, estratégia para a propriedade pública e o sistema de segurança social.

Krugman defendeu que o governo de Atenas não pode ceder às pressões para a redução de salários ou pensões, como querem o BCE, o FMI ou a Comissão Europeia. No entender do economista norte-americano, o país sofreu um forte ajuste fiscal nos últimos cinco anos e realizou grandes sacrifícios.

“A estrita política de austeridade tem de acabar”, defendeu, numa conferência de imprensa.

Krugman reuniu com o primeiro-ministro e com o presidente da República, Prokopis Pavlópulos.

Na sexta-feira, participou de uma conferência na capital grega em que alertou que uma saída da Grécia do euro seria um inferno, e uma mudança de moeda produziria também graves consequências para a economia do país.

Este sábado reúne-se o chamado Grupo de Bruxelas, para avaliar o progresso das negociações tendo em vista um princípio de acordo que poderia ser discutido no dia 24 de abril, em Riga, na reunião do Eurogrupo.

Europa: e agora?”

Na conferência de sexta-feira, intitulada: “Europa: e agora?”, Paul Krugman insistiu na necessidade de pôr fim à austeridade e alfinetou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, dizendo esperar que ele “não fale em nome do governo alemão”.

O Prémio Nobel da Economia de 2008 defendeu reformas, tanto na Grécia quanto no sistema europeu, advertindo que a União Europeia tem a necessidade de corrigir muita coisa errada, referindo-se mesmo à inflação muito baixa como um “desastre”, e advertindo para o “vírus da deflação”, que corre o risco de levar a Europa pelo caminho seguido pelo Japão. “A Europa parece o Japão, mas sem coesão social”, apontou, afirmando que toda a situação piorou devido aos diagnósticos errados.

“Precisamos compreender o que correu mal nos últimos seis anos”, defendeu, admitindo que apesar de muitos considerarem que o euro foi um erro, agora não pode ser desfeito.

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Apresentação

Esta é uma edição especial de nossa Revista Movimento. Como forma de contribuir para os debates que ocorrerão na VI Conferência Nacional de nossa corrente, o Movimento Esquerda Socialista, este volume reúne dois números da revista (7 e 8). Dessa forma, pretendemos oferecer à militância e a nossos aliados e leitores documentos que constam do temário oficial do evento, bem como materiais que possam subsidiar as discussões que se realizarão. Na expectativa de uma VI Conferência de debates proveitosos para nossa corrente, desejamos a todas e todos uma boa leitura deste volume!

Solzinho