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O Parlamento grego cria uma comissão internacional para auditar a dívida pública

A presidenta do Parlamento grego, Zoé Constandopulu, anunciou a criação de uma comissão internacional de especialistas que levará a cabo uma auditoria da dívida pública  e será coordenada pelo cientista político belga Éric Toussaint.
Constandopulu  destacou em coletiva de imprensa que Grécia deve realizar uma auditoria de sua dívida “para saber que parte desta dívida foi utilizada para o bem comum e portanto, é legal e deve ser paga, e que parte foi mal-gasta e, portanto, é ilegal”.
A presidenta do Parlamento assinala que a auditoria da dívida “é um dever para as gerações futuras, porque terão que pagar sem ter nenhuma responsabilidade”.
Éric Toussaint, porta-voz do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo, se pergunta se no momento da assinatura do primeiro e o segundo plano de resgaste na Grécia se levaram em conta “as disposições da Constituição grega, do Tratado de Lisboa e das constituições dos estados-membros que emprestaram 153 bilhões de euros para a Grécia”.
Os contratos fraudulentos são dívida ilegal
O conhecido cientista política considera que os créditos para pagar contratos que se demonstraram que são fraudulentos, como os da multinacional alemã Siemens, fazem parte do que seria dívida ilegal.
Toussauint assegura que a comissão de auditoria levará também em conta “os informes da Comissão dos Direitos Humanos do Conselho de Europa sobre as consequências dos programas de resgate em matéria de Direitos Humanos na Grécia”.
A comissão de especialistas começará a trabalhar no começo de abril e apresentará seu informe no final de junho em uma conferência internacional sobre a dívida. A apresentação das conclusões desta auditoria coincide, segundo Constandopulu, com o pagamento, no início de julho, de uma parcela do resgate do Banco Central Europeu.
“Trata-se da primeira comissão de auditoria de dívida que se forma na Europa”, sublinha a eurodeputada de Syriza Sofía Sakorafa, que será a encarregada de comunicar a Bruxelas as conclusões desta análise.
Sobre o que fará a comissão se uma parte da dívida é declara ilegal, Constandopulu assegura que as conclusões serão postas a disposição do “Parlamento, o Governo e a Justiça”, que “cumprirão seu dever”.
O principal argumento do Governo de Alexis Tsipras é que a dívida grega, tal como é agora, não é viável.
Fonte: http://www.anticapitalistas.org/spip.php?article30352

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Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho