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O governo Sartori (PMDB) ataca o povo gaúcho

por Israel Dutra, presidente do PSOL /RS

Sartori, no apagar das luzes de 2015, fez aprovar um “pacote de maldades”.

Dentre suas propostas, com o argumento de “enxugar” gastos foram aprovadas leis severas contra o funcionalismo público e o povo do Rio Grande. Pelo placar de 29 a 22 votos, o governo do PMDB impôs o PLC 206. A nova lei de “responsabilidade fiscal” bloqueia a hipótese de novos reajustes salariais, limita a possibilidade de novos concursos, assinando o desmonte de áreas estratégicas como a saúde, educação e segurança. A lógica do governo Sartori é fazer do funcionalismo público o principal vilão das finanças do Estado. Além disso, foi aprovada lei que abre o caminho para a privatização da Cesa(Companhia Estadual de Cilos e Armazéns),  e para a extinção de fundações como a Fundergs. Esse é o receituário do neoliberalismo de José Ivo Sartori. Um pacote às escondidas que foi questionado, inclusive por membros da cúpula do Judiciário.

Foto: Guilherme Santos/ Sul21

Foto: Guilherme Santos/ Sul21

A crise econômica castiga os trabalhadores e povo nesse final de ano. Além do ajuste que os governos federal e estadual aplicam, também as demissões e o fechamento de indústrias e vagas pioram a situação:  o caso da fábrica MWM em Canoas e do fechamento de dezenas de unidades do supermercado Nacional em todo estado. Essa realidade amarga é a que vive o Rio Grande e o Brasil. E o governo ainda aumenta impostos para o ano que vem.

Esse é o projeto do PMDB: no Rio de Janeiro, Pezão, governador desse mesmo partido levou à saúde pública ao caos; Eduardo Cunha, líder nacional do PMDB entrou para a história o maior corrupto do ano de 2015; Michel Temer conspira para ter mais peso dentro do Planalto, mas não explica seus vínculos com empreiteiros. Renan Calheiros fecha a trinca de nomes do PMDB. Sem falar nos ministros que estão sendo investigados pela PF. Esse é o partido real de Sartori.

O desmonte do serviço público está seguindo. Ainda estão para ser votados projetos como os que restringem os mandatos sindicais e privatizam as rodovias do estado. Tudo sob medida para “diminuir” o peso do estado e dos gastos públicos.

Na verdade, a lógica é outra. A única saída para a crise de finanças do estado do Rio Grande do Sul é parar de pagar a dívida, a partir de uma grande auditoria das contas públicas, como a proposta pela Frente Parlamentar sobre a dívida pública, presidida por nosso deputado combativo, Pedro Ruas, junto a técnicos, sindicatos, especialistas no tema da dívida. Essa é a real questão para evitar o caos e o colapso do serviço público que o governo prepara para 2016.

É necessário construir outro caminho: apoiando- se na mobilização dos servidores públicos, das diversas categorias, junto ao conjunto dos trabalhadores e da juventude para evitar tal desmonte. Precisamos confiar na força da mobilização, única garantia para que tenhamos um 2016 de resistência.

O PSOL gaúcho, através de suas lideranças atuantes no meio sindical, suas referências políticas, mandatos combativos, e sua militância dedicada, vai buscar, construir alternativas para defender direitos apontar um outro caminho, que passe por uma mudança substantiva na relação com a dívida pública, pela defesa de um outro tipo de governo e pela derrota do neoliberalismo e da “casta política” nas ruas e nas urnas.

Porto Alegre, 30 de dezembro de 2015.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Esta é uma edição especial de nossa Revista Movimento. Como forma de contribuir para os debates que ocorrerão na VI Conferência Nacional de nossa corrente, o Movimento Esquerda Socialista, este volume reúne dois números da revista (7 e 8). Dessa forma, pretendemos oferecer à militância e a nossos aliados e leitores documentos que constam do temário oficial do evento, bem como materiais que possam subsidiar as discussões que se realizarão. Na expectativa de uma VI Conferência de debates proveitosos para nossa corrente, desejamos a todas e todos uma boa leitura deste volume!

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