Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

PEDRO RUAS

Deputado estadual (PSOL)

O governo Sartori se iniciou como se seu titular tivesse caído, sem querer, dentro do Palácio Piratini. Sim, porque foram queixas e “surpresas” com a situação do Estado que disputou duramente, em eleições acirradas, para governar.
Agora, Sua Excelência comporta-se como o síndico de uma massa falida _ nomeado por algum juiz fictício _ que não tem plano ou projeto algum, a não ser deixar de pagar dívidas, cortar despesas, deixando a sociedade perplexa e assustada. Aliás, em termos de despesas “cortadas”, é bom que se diga que elas não incluem os maiores salários pagos pelo Estado, na esfera dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, cujos aumentos o governador poderia e deveria ter vetado.
Então, o que se tem agora é a dúvida quanto à nomeação de servidores aprovados em concurso público, bem como a certeza de que não será feito qualquer investimento de interesse social (segurança, saúde, habitação, educação, transporte coletivo).
O caso do Corpo de Bombeiros é exemplar: com o corte dos recursos, em algumas cidades já há horários rígidos de atendimento, como se incêndios pudessem ser agendados com antecedência. E, ainda por cima, o Executivo estadual anuncia que o pagamento do salário dos servidores poderá atrasar.
Mas chama atenção, especialmente, o fato de que o governo não encaminhou nenhum projeto para a Assembleia Legislativa. Nem bom, nem ruim, simplesmente nenhum. Ora, verifica-se uma inapetência para governar ou a total falta de planos para tanto, o que igualmente é grave e triste. Não há sentido em manifestar-se somente através de lamúrias sobre o que foi encontrado, sem jamais apresentar uma ideia razoável de como resolver os problemas existentes.
Um governante governa e ninguém está achando que isto é uma tarefa fácil. Sabe-se, contudo, que a titularidade do Palácio Piratini não é imposta à ninguém, porque ela só existe se for conquistada. Vamos completar três meses de (des)governo no Rio Grande e esta situação precisa mudar.

Publicado originalmente em Zero Hora no dia 18 de março

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho