Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

PEDRO RUAS

Deputado estadual (PSOL)

O governo Sartori se iniciou como se seu titular tivesse caído, sem querer, dentro do Palácio Piratini. Sim, porque foram queixas e “surpresas” com a situação do Estado que disputou duramente, em eleições acirradas, para governar.
Agora, Sua Excelência comporta-se como o síndico de uma massa falida _ nomeado por algum juiz fictício _ que não tem plano ou projeto algum, a não ser deixar de pagar dívidas, cortar despesas, deixando a sociedade perplexa e assustada. Aliás, em termos de despesas “cortadas”, é bom que se diga que elas não incluem os maiores salários pagos pelo Estado, na esfera dos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, cujos aumentos o governador poderia e deveria ter vetado.
Então, o que se tem agora é a dúvida quanto à nomeação de servidores aprovados em concurso público, bem como a certeza de que não será feito qualquer investimento de interesse social (segurança, saúde, habitação, educação, transporte coletivo).
O caso do Corpo de Bombeiros é exemplar: com o corte dos recursos, em algumas cidades já há horários rígidos de atendimento, como se incêndios pudessem ser agendados com antecedência. E, ainda por cima, o Executivo estadual anuncia que o pagamento do salário dos servidores poderá atrasar.
Mas chama atenção, especialmente, o fato de que o governo não encaminhou nenhum projeto para a Assembleia Legislativa. Nem bom, nem ruim, simplesmente nenhum. Ora, verifica-se uma inapetência para governar ou a total falta de planos para tanto, o que igualmente é grave e triste. Não há sentido em manifestar-se somente através de lamúrias sobre o que foi encontrado, sem jamais apresentar uma ideia razoável de como resolver os problemas existentes.
Um governante governa e ninguém está achando que isto é uma tarefa fácil. Sabe-se, contudo, que a titularidade do Palácio Piratini não é imposta à ninguém, porque ela só existe se for conquistada. Vamos completar três meses de (des)governo no Rio Grande e esta situação precisa mudar.

Publicado originalmente em Zero Hora no dia 18 de março

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho