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Nova Iorque aumenta salário mínimo dos trabalhadores do fast-food

É uma vitória histórica dos trabalhadores do setor do fast-food. O salário mínimo vai aumentar para os 15 dólares à hora, decidiu a comissão formada pelo governo do Estado de Nova Iorque. A luta se alastra a outros setores e ao resto do país.


A comissão de salários de Nova Iorque aprovou por unanimidade o aumento do salário mínimo pago aos trabalhadores do fast-food, que muitas vezes recebiam o salário mínimo de 8.75 dólares por hora. Mas a implementação da medida será gradual, com os 15 dólares a serem pagos apenas no fim de 2018 na cidade de Nova Iorque e em meados de 2021 no resto do Estado, afetando cerca de 200 mil trabalhadores.

O governador Andrew Cuomo juntou-se aos sindicatos em defesa do aumento do salário mínimo destes trabalhadores, queixando-se que o Estado está hoje a subsidiar indiretamente as grandes cadeias de fast-food, com ajudas aos seus trabalhadores em situação de pobreza, enquanto as empresas somam lucros milionários. Cerca de 60% dos trabalhadores do fast-food no estado de Nova Iorque recebem ajudas do Estado para sobreviver.

“Isto vai ajudar centenas de milhares de novaiorquinos, mas vai também fazer outra coisa”, avisou Cuomo, citado pela Reuters: “É que quando Nova Iorque faz, o resto dos estados seguem-na”. Os casos apresentados à comissão de pessoas a trabalhar horas a fio em troca de salários miseráveis contribuíram para a decisão unânime do painel.

As lutas pelo aumento do salário mínimo no setor do fast-food estão a alastrar a outros setores, como o das cadeias de vestuário e assessórios. Stuart Appelbaum, líder do Retail, Wholesale and Department Store Union, disse à revista Forbes que “este é um sinal para os patrões do retalho que agora terão de nos pagar pelo menos 15 dólares por hora”.

Algumas das grandes cadeias do retalho, como a Walmart ou a Ikea, tentaram antecipar-se com aumentos para os 9 ou 10 dólares por hora, e os trabalhadores das lojas da Zara em Nova Iorque conseguiram aumentos para os 12 dólares no primeiro ano, 13 dólares no segundo e 14 dólares após três anos na empresa.

“As pessoas trabalham duro e não conseguem sobreviver enquanto outros vêem a sua riqueza aumentar”, disse o sindicalista. “A mensagem da decisão desta semana é que os trabalhadores, independentemente do ramo, têm de ser compensados por inteiro pelo seu trabalho. Quando alguém vai trabalhar não deve ser condenado a uma vida na pobreza”, conclui Appelbaum.

 Fonte: Esquerda.net

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