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Justiça sueca cedeu e vai a Londres interrogar Assange

As pressões dos advogados de Assange levaram a melhor sobre a intenção da procuradora Marianne Ny, que dirige a investigação, de só ouvir o líder da Wikileaks em solo sueco. Assange refugiou-se na embaixada do Equador em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia por causa desta investigação, dizendo temer que o caso servisse para as autoridades suecas o entregarem em seguida à justiça norte-americana, que o persegue com acusações de espionagem desde a revelação das comunicações diplomáticas e dos ficheiros relativos às operações no Iraque que permitiram descortinar alguns crimes de guerra das tropas ocupastes.

Esta sexta-feira, a procuradora entregou o pedido aos advogados de Assange para este poder ser interrogado e proceder à recolha de uma amostra de DNA. Do interrogatório surgirá a decisão de fazer seguir o processo para uma acusação, caso sejam encontrados indícios fortes do crime de que é suspeito desde 2010.

Os advogados de Assange saudaram a decisão e repetiram as críticas à procuradora por ter esperado quatro anos para a tomar. Embora satisfeitos por verem o seu cliente poder finalmente dar explicações sobre o caso em que está envolvido, alegam que o fundador da Wikileaks já deu uma amostra de DNA quando foi preso em 2010 no Reino Unido.

A defesa de Assange contestou nos tribunais suecos a existência do mandato de detenção e o tribunal de primeira instância criticou os atrasos deste caso, atribuindo responsabilidades à acusação. A queixa foi recusada e o recurso de Assange seguiu para o Supremo Tribunal, estando agora na fase final de produção do acórdão.

Fonte: Esquerda.net

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Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
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Solzinho