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Justiça sueca cedeu e vai a Londres interrogar Assange

As pressões dos advogados de Assange levaram a melhor sobre a intenção da procuradora Marianne Ny, que dirige a investigação, de só ouvir o líder da Wikileaks em solo sueco. Assange refugiou-se na embaixada do Equador em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia por causa desta investigação, dizendo temer que o caso servisse para as autoridades suecas o entregarem em seguida à justiça norte-americana, que o persegue com acusações de espionagem desde a revelação das comunicações diplomáticas e dos ficheiros relativos às operações no Iraque que permitiram descortinar alguns crimes de guerra das tropas ocupastes.

Esta sexta-feira, a procuradora entregou o pedido aos advogados de Assange para este poder ser interrogado e proceder à recolha de uma amostra de DNA. Do interrogatório surgirá a decisão de fazer seguir o processo para uma acusação, caso sejam encontrados indícios fortes do crime de que é suspeito desde 2010.

Os advogados de Assange saudaram a decisão e repetiram as críticas à procuradora por ter esperado quatro anos para a tomar. Embora satisfeitos por verem o seu cliente poder finalmente dar explicações sobre o caso em que está envolvido, alegam que o fundador da Wikileaks já deu uma amostra de DNA quando foi preso em 2010 no Reino Unido.

A defesa de Assange contestou nos tribunais suecos a existência do mandato de detenção e o tribunal de primeira instância criticou os atrasos deste caso, atribuindo responsabilidades à acusação. A queixa foi recusada e o recurso de Assange seguiu para o Supremo Tribunal, estando agora na fase final de produção do acórdão.

Fonte: Esquerda.net

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho