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Hector Palacios: A QUESTÃO DO FUNDAMENTALISMO ISLÂMICO

Nos últimos tempos tem se recrudescido a ação do fundamentalismo islâmico no mundo árabe, especialmente no Oriente Médio e Magrab, onde se desenvolveu, sobretudo no Iraque, Síria e Líbia. Mas agora também está golpeando o mundo ocidental, à Europa em particular. O atentado ao Charlie Hebdo na França, assim como fatos similares na Alemanha, Grã Bretanha, etc. são parte desta triste realidade. É muito importante, então, tratar de interpretar as causas e consequências deste fenômeno pelo que implica na política mundial e em relação ao desenvolvimento das revoluções democráticas que se sucederam neste âmbito desde 2011, às quais receberam o qualificativo de “primavera árabe”. Para isso, consultamos diversos materiais intelectuais que nos permitirão ilustrarmo-nos sobre a questão e que oferecemos, sinteticamente, aos leitores. Desta maneira pretendemos contribuir na construção de uma tática e uma estratégia para a intervenção da esquerda revolucionária nesta problemática.

Com respeito aos antecedentes, o fundamentalismo islâmico se desenvolveu logo após a Segunda Guerra a instâncias da política inspirada pelo Secretário de Estado John Foster Dulles, durante o governo de Eisenhower nos EUA entre 1956-59. A partir daí, durante três ou quatro décadas, este país alimentou, patrocinou, e fomentou o fundamentalismo islâmico.  Estas organizações foram utilizadas pelo imperialismo e serviram como forças de choque de ditaduras e outros regimes repressivos que patrocinavam os norte-americanos.

O fato mais ressonante nessa época foi na Indonésia, onde os militantes do Sarakat-a-Islam, junto com o General Suharto, executaram cerca de um milhão de comunistas em 1965, para impedir que se produzisse uma revolução popular nesta região que havia se unido à China. No Egito, Síria e outros países utilizaram a Irmandade Muçulmana para desestabilizar regimes nacionalistas, democráticos e antiimperialistas. No Paquistão se desenvolveu o Jamaat-a-Islami, principal ferramenta para enfrentar setores progressistas como o Partido Popular (PPP) dos Bhuto; eles fizeram o trabalho sujo, perseguindo aos que lutavam contra a ditadura de Zia-Ul-Haq, sócio dos EUA na luta armada no Afeganistão ocupado pelos russos. Quase todos eles organizavam bandas armadas neofascistas financiadas pelo Estado e o capital estrangeiro para desbravatar e atacar manifestações, assembleias e concentrações populares.

As origens

A escritora britânica especializada em religião, Karen Armstrong, estudou as origens do fanatismo religioso islâmico; disse que Maomé se propôs fazer uma mudança na vida nômade dos árabes e adaptá-los ao novo regime econômico que se praticava em Meca (Arábia Saudita), o comércio pré-capitalista. A tribo necessitava encontrar uma ideologia (religião) que lhe ajudasse a adaptar-se a esta nova situação econômico-social. Maomé desenvolveu esta crença superestrutural (Corão), pegando conceitos do judaísmo e do cristianismo cujos fiéis povoavam também esta região, para relacioná-los e renovar a vida nômade dos árabes. O islamismo terminou sendo uma síntese destes pensamentos: O Corão não tem um deus eterno, transcendental, onisciente e onipotente, sim um ser humano que vivia neste mundo em condições naturais e sociais determinadas. Maomé brindou os árabes com uma nova espiritualidade que se ajustava às suas próprias tradições, mas adaptando-se às relações de produção desta época.

Na atualidade, o islamismo seguiu efetuando algo parecido, defende as antigas tradições, mas ao mesmo tempo, tenta modificá-las ou “interpretá-las ” de acordo com as mudanças das forças e relações produtivas atuais. Sabem que não podem reproduzir as condições econômicas e tecnológicas da era de Maomé. Utilizam uma tecnologia muito avançada. Enxertaram aspectos das velhas tradições na superestrutura e também nas relações de produção. O resultado é um “híbrido”.

Causas socio-econômicas

A globalização mundial imposta pelo imperialismo nos últimos cinquenta anos, acrescentou o desenvolvimento desigual e combinado  dos povos subdesenvolvidos do mundo, entre eles, os árabes. A crise agrícola gerada pela superprodução dos grandes países, produzida pelo desenvolvimento técnico e científico, ocasionou uma grande crise rural nas regiões. Como consequência disso gerou-se um êxodo massivo da população do campo à cidade. Expandiram-se assim os bairros pobres periféricos (favelização) às grandes cidades onde se vive em condições de vida espantosas. Assim se criaram enormes contradições que produziram grandes explosões sociais.

Desenvolve-se um sentimento de insegurança e alienação nas massas. As frustrações e a ausência de uma saída revolucionária produziram a desmoralização em determinados setores desta população recentemente urbanizada, sobretudo, nos setores da pequena-burguesia (entre eles, jovens que conseguiam acessar aos estudos, mas não encontrava uma saída laboral). A asfixia os empurrou para trás, a uma nostalgia de um suposto período glorioso da história do Islã que lhes foram ensinadas nas escolas dos Estados teocráticos. O fundamentalismo islâmico oferece, então uma explicação a tudo isto, que à primeira vista parece corresponder à realidade. Efetuam uma descrição das causas e lhes atribuem às mudanças repentinas e violentas que a nova economia produz no modo de vida tradicional, perpetuando e aprofundando a pauperização das massas. Por isso, propõem uma forma de resistência a essas “poderosas forças externas que geraram as modificações negativas.

A desintegração da URSS e a restauração capitalista na China também impulsionaram o crescimento do fundamentalismo islâmico como tendência e lhe deu influência e força material. O fracasso do “socialismo estalinista” deixou frustradas essas populações que em algum momento viram e esses países como uma alternativa de ajuda para sua “libertação” e melhora nas condições de vida. Desde então, já não tem nenhuma vigência os movimentos políticos “nacionalistas” ao estilo de Nasser, que jogavam nas “duas pontas” para gerar “autonomias”. O fundamentalismo islâmico abriu caminho assentado na tradição, na religião e no fanatismo e gerou uma nova realidade. Teve impacto decisivo sobre um setor minoritário, mas vital, da população urbana. No Irã, estes setores formaram a base de apoio do Aiatolá Jomeini; na Turquia, no Paquistão, Egito e outros países estas camadas de massas despejadas formaram a base atual de crescimento deste fundamentalismo.

Em grande medida, o fato de abraçar o islamismo implica opor-se ao status quo opressivo local ou imperialista, ou à religião dos grupos dominantes. Desta maneira, se converteram em uma força motriz dirigida por fanáticos e obscurantistas, invariavelmente terminavam sendo utilizados pelo imperialismo com o fim de neutralizá-los ou para reprimir qualquer tentativa de rebelião ou revolução. Suas direções terminaram pactuando para enriquecer, reprimindo às classes populares ou servindo a guerras de domínio  e da política das grandes potências. Os conflitos de Iraque, Síria, Líbia, etc. é uma prova disso.

Divisão do Islã

A divisão mais óbvia que existe é entre sunitas e xiitas. Os primeiros, 90% dos muçulmanos, são partidários de Maomé e a primitiva comunidade. Os xiitas residem principalmente no Irã e no Iraque e seguem a Ali ibn Abi Talib. Um terceiro grupo são os sufitas. Ademais as divisões tem a ver com as atitudes dos muçulmanos com o mundo ocidental nos tempos modernos. Existe duas grandes tendências, uma de acomodamento e ajuste com o Ocidente e suas formas modernas de vida, como é o caso da Turquia, e a outra que é um retorno ao enfoque mais tradicional da vida islâmica e um rechaço às formas ocidentais e modernas. Se trata de tendências que insistem na implementação da lei muçulmana (chamada a sharía) em cada área da vida, que se manifestou na Arábia Saudita, Irã, Paquistão e Sudão, mas que se encontram ativos em cada país muçulmano, onde ocorre a violência e o terrorismo.

Ideologia do fundamentalismo

A expressão mais extrema é o movimento Jihad que propõe um mundo governado pela sharia (o Islã inicial sob Maomé), como dissemos anteriormente. A Jihad, segundo seus seguidores, é o meio essencial para revitalizar o Islã. Significa “esforçar-se no caminho de Deus” e esforçar-se implica “luta, confronto e sangue”. A Jihad está concebida para ir contra as comunidades não muçulmanas e desaparecerá quando o islã abarque o mundo inteiro. A mesma foi desenhada para defender o islã de ataques diretos. A Jihad deve ser utilizada também para fins internos: “os apóstatas ou não crentes são o mesmo epítome do mal, os muçulmanos estão obrigados a usar a Jihad contra eles”. é necessário desfazer-se do inimigo interno porque, sem apóstatas, os inimigos externos são impotentes.

Pretendem, por consequência, criar um Estado Islâmico baseado nos princípios teológicos (exemplos nostálgicos da sociedade nômade, na qual a forma mais elevada foi o capitalismo mercantil). nenhuma dessas especulações oferece alternativa definida ao sistema capitalista, pelo contrário, os capitalistas e latifundiários utilizaram os mullahs reacionários e sua teologia islâmica em benefício de seus interesses de classe. O direito à propriedade privada, a empresa individual e o direito ao benefício (mais-valia) são aceitos nos dogmas básicos do Corão, onde, paradoxalmente também chamam à igualdade e à fraternidade. Contradição insolúvel nesta época. Sob a lei islâmica, as únicas “salvaguardas” contra o entesouramento, o mercado negro, a exploração do trabalho humano e a escravidão são os valores morais e o medo do “juízo final”. No entanto, no capitalismo estas “salvaguardas” não servem para nada. A maioria dos comerciantes, pequenos ou grandes homens de negócio islâmicos, utilizam uma dupla moral enganosa e hipócrita. A maioria dos eruditos islâmicos defendem que a organização da economia deve ser deixada às “forças do mercado”. O tráfico de drogas patrocinado pelos mullahs e pela maioria das organizações fundamentalistas é justamente um exemplo de dupla moral e do caráter hipócrita do islã como ideologia.

Estratégia e tática

Os grupos fundamentalistas islâmicos trataram de combinar os métodos neofascistas (intimidação, assassinato, utilização dos prejuízos religiosos combinados com o medo) com a demagogia populista, de modo a ganhar uma base de massas ampla,  mas para isso usaram os problemas sociais pelos quais atravessam as massas (falta de água, eletricidade, saúde, educação, transporte, habitação, et.). Utilizam também uma retórica anticapitalista e consignas contra os senhores feudais. Em alguns casos uma verborragia antiimperialista. Não ficaram à margem do narcotráfico e da corrupção. O aumento da miséria social e o desemprego lhes deu possibilidade de recrutar amplas camadas de jovens. A religião é usada para acobertar as atividades mais criminais.

O crescimento do fundamentalismo é um subproduto do fracasso da classe capitalista em levar até o fim suas tarefas. Para combater o fundamentalismo é necessário um programa político que ataque a exploração imperialista e o capitalismo, isto só se pode construir sob direção do proletariado. Deve-se levar adiante a transformação socialista da sociedade. Combatê-los sob os sistemas corruptos capitalistas com as ideias do liberalismo, da “democracia” e o secularismo burguês, só pode levar ao desastre.

A ação do fundamentalismo islâmico

O fundamentalismo islâmico se desenvolveu, como dissemos, com especial virulência a partir dos anos 80, impulsionado pelo imperialismo. Seus principais centros de operações foi Afeganistão, Paquistão, o Magreb e outros países africanos, o Oriente Médio. Em 11 de setembro de 2001 deu o grande golpe das Torres Gêmeas nos EUA, além de outros atentados em países como a Grã-Bretanha, Espanha, etc. Hoje desenvolvem suas atividades terroristas e combatentes nos mesmos cenários, mas se concentrou especialmente no Iraque, Síria e Líbia. No Iraque é a consequência inevitável da política desastrosa e criminosa dos EUA, logo de sua intervenção na Guerra do Golfo em 1990/91 e na invasão e derrocamento de Sadam Hussein em 2003. Toda a política seguinte se dividiu em três partes, a xiita, a sunita e a curda, zonas com interesses petroleiros que deram lugar a uma anarquia que dura até os dias de hoje. Ainda dentro destas facções há divisões, por sua vez, segundo os interesses específicos dos grupos e sua relação com os EUA e as nações petroleiras da região. Os norte-americanos fazem uma política contraditória, por um lado como fazem em todos os lugares fomentam as divisões (divide e reinarás), mas neste momento isto gera guerras locais nas quais devem se envolver para imporem sua estratégia. Hipocritamente não têm problemas em pactuar com tribos sunitas subornando-as com dinheiro. Da mesma forma atuam com os xiítas. Desta maneira,  os EUA não podem estabilizar a situação do Iraque que prepara um desastre ainda maior. O Iraque é imprescindível na mãos dos EUA. O fundamentalismo islâmico, nestas condições funciona como “peixe na água” e seu propósito é formar um “califado” o que implica voltar ao passado, à anarquia similar à época de Lawrence de Arabia.

Na Síria efetuaram outra divisão interna na qual não só participam os EUA, mas o resto da Europa imperialista, Israel e outros países petroleiros (Irã, Arábia Saudita, Qatar, etc.) A guerra civil pela democracia e libertação que empreendeu o povo sírio contra o governo autocrático de Assad, se transformou em uma guerra de facções regionais, o imperialismo internacional, Rússia, China, etc. A nenhum deles convém a queda do ditador, pois lhes garante certa unidade política e econômica na zona, como antes ocorreu com Sadam Hussein no Iraque. Os EUA, apesar de tudo o que dizem de Assad, faz o possível para que não caia, ou se isso ocorresse, desejariam que fosse substituído por um títere que favoreça seus interesses.

Os grupos fundamentalistas, mesmo alentados pelo Irã, Turquia ou as monarquias petroleiras, estão dispostos a “balcanizar” a Síria como fazem no Iraque. O “califado” se prolongará também neste país fazendo-o retroceder na história. No norte e no leste se desenvolve a grande cisão: até os curdos de Rojava já reivindicam sua autonomia. O fundamentalismo islâmico ataca o governo sírio, aos combatentes democráticos e aos curdos. Arábia Saudita e Qatar os apoiam e os impulsionam. Os EUA e os resto dos imperialismos  seguem seu propósito de “divide e reinarás”, mesmo que isso a longo prazo possa significar o holocausto. A “semente do ódio, a guerra e a divisão” está batendo a porta de seus próprios países: “cria corvos e te tirarão os olhos”. O pior é que o sofrimento e a morte recai sobre os povos inocentes como nos últimos acontecimentos da Europa.

Sobre a esquerda em relação à realidade que nos ocupa

O intelectual trotskista Achcar diz que a política de esquerda depende cada situação. No Iraque não poderá se apoiar em nenhum dos grupos combatentes porque estão envolvidos na luta sectária e tem matado civis por isso. Teríamos que dizer “Apoiamos a luta contra a ocupação”, “a luta contra a ocupação imperialista é legítima, necessária”. Apóia-se os atos seletivamente, mas não seus protagonistas. No Iraque há uma luta justa e outra muito reacionária. No Líbano e na Palestina, teríamos que “apoiamos a luta do povo palestino contra o imperialismo de Israel, não importa a natureza de sua direção, apoiamos a luta apesar de nossas reservas sobre sua direção”. Não pode haver apoios sem sentido crítico a qualquer das direções , seja qual for, inclusive as mais progressistas. Ainda mais se não são progressistas e pregam ideologias reacionárias. Nas lutas legítimas dirigidas por forças não progressistas diríamos: “Apoiamos a luta, mas não compartimos a perspectiva de sua direção.

 À luz dos sucessos de Charlie Hebdo em Paris e atentos à atitude de alguns que se proclamam “esquerdistas” como os militantes kircneristas e organismos de direitos humanos manejados por eles, que concederam um repúdio contundente ao atentado e não foram parte das manifestações que o condenavam, devemos claramente “separar o joio do trigo”, como diz Achcar. Toda atitude reticente e confusa como a que comentamos, só pode contribuir ao apoio direto aos assassinos fundamentalistas, sectários, religiosos. Em efeito, queremos repetir o que foi exposto pelo camarada Pedro Fuentes do PSOL a respeito:

 “Sabe-se que o imperialismo norte-americano tem manipulado para seus objetivos de dominação, esses movimentos desde a época em que incentivava o Taliban, em seguida, mais recentemente, os primeiros movimentos do Exército Islâmico (em ambos os casos se voltou contra eles mesmos). Porém o centro está no apoio a ditadura saudita, os mais fanáticos e reacionário do Islã, que juntamente com Qatar secretamente suporta esses movimentos. A Arábia Saudita é o parceiro privilegiado dos Estados Unidos faz muito tempo na região.

 Gilbert Achcar, numa entrevista no site Democracy Now! – (08 de janeiro), esclarece o contexto em que se insere o massacre de Charlie Hebdo:

 “Eu creio que, em França, nos países ocidentais e, claro, nas comunidades de imigrantes europeus, especialmente os decorrentes de países predominantemente muçulmanos, são submetidos a formas de racismo, discriminação e opressão. Este contexto de ódio social constrói o terreno do  ódio em reação a esta situação. Neste sentido isso que aconteceu não é surpreendente. (…) Eles também parte da dinâmica gerais definidos em movimento por ações ocidentais. Em que eu chamo de choque de barbarismos; barbárie é maior na intervenção ocidental, especialmente o comportamento dos Estados Unidos na região. É este que faz com que contrabarbarie, que é menor em relação à barbárie principal, mas que não deixa de ser selvagem. O que vier a acontecer é outro exemplo deste processo é parte integrante desse embate. (…) Esta carnificina de morte é chocante e assustadora, é parte de massacres perpetrados por razões relacionadas com a religião; o assassinato islamofóbico (em 2011) que fez 77 mortos e 151 feridos em Norvège (por Anders Breivik) …

A luta democrática contra a xenofobia, o racismo e a direita fascista

Não serão os líderes decadentes que estavam na primeira fila do evento, no domingo, 11, que poderão resolver os confrontos xenófobos, defender as liberdades democráticas e enfrentar o perigoso crescimento do fascismo. Estas tarefas estão nas mãos do povo que defende a democracia real, o mesmo que acredita que tem que terminar com a concetração de riqueza na mão de 1%, enquanto a maioria da população passa pela miséria e vive sob a ditadura do capital financeiro e bancos. Este é um movimento que existe, que ganhou vida a partir dos protestos indignados que ganharam as praças na Espanha, na Grécia e em outras capitais, chegando até mesmo nos Estados Unidos. Na União Europeia existem nos últimos meses duas batalhas que podem mostrar que o que dizemos não é uma utopia e se concretiza.

Referimo-nos às eleições na Grécia no dia 25 de janeiro aonde está o Syriza, que partido que defende essas bandeiras, e, mais tarde, haverá em Espanha, onde surgiu o Podemos. São dois partidos ou organizações novas, ou melhor, de novo tipo, e ambos aparecem em primeiro lugar nas intenções de voto, tendo o apoio da população que deseja mudar a atual situação que atravessa a Europa.

 

 

 

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

Leon Trotsky Joseph Stalin