Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Os Metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos foram surpreendidos em suas casas, neste sábado, dia 8, com aviso de demissão feito por telegrama.

telegramametalúrgicosSegundo o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, em pleno domingo do Dia dos Pais, cerca de 250 pessoas lotaram o salão do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, para a assembleia que reuniu parte dos trabalhadores demitidos pela General Motors. O clima era de indignação e revolta. Os trabalhadores aprovaram o início de uma forte mobilização pela reversão das demissões, estabilidade no emprego e abertura de negociação. Todos decidiram participar da assembleia programada para esta segunda-feira, dia 10, na porta da fábrica, a partir das 5h30. O Sindicato orientou a não comparecerem ao exame demissional convocado pela GM e a desconsiderarem o telegrama de demissão.

Assembleia na porta da fábrica decide pela greve

 Até a manhã desta segunda-feira, o número de demissões não havia sido confirmado pela empresa, mas o Sindicato dos Metalúrgicos estima que cerca de 250 funcionários tenham sido demitidos. No texto, a empresa credita as demissões ao momento negativo do mercado automobilístico e comunica que o “contrato de trabalho está sendo rescindido sem justa causa”.

A GM de São José, que já chegou a empregar mais de 8 mil pessoas, tem cerca de 5 mil funcionários. Cerca de 750 operários da unidade encontravam-se em layoff (suspensão temporária de contratos), mas os funcionários demitidos não fazem parte deste grupo.

Hoje, segunda-feira (10), após assembleia geral, realizada no pátio da montadora, cerca de cinco mil funcionários da General Motors (GM) em São José dos Campos entraram em greve por tempo indeterminado. Os operários realizaram ainda um protesto contra as demissões no país.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Neste mês de março, preparamos uma nova edição da Revista Movimento, dedicada especialmente para a reflexão e elaboração política sobre a luta das mulheres. Selecionamos um conjunto de materiais – artigos teóricos, textos políticos, documentos e uma especial entrevista – com o intuito de aprofundar o esforço consciente demonstrado por nossa organização nos últimos anos em avançar na compreensão sobre o tipo de feminismo que defendemos, bem como sobre o papel essencial e a importância estratégica que a luta feminista tem para a construção de um projeto anticapitalista. Um desafio exigido pela atual conjuntura, marcada pela ascensão de governos de extrema-direita no mundo, na qual o movimento feminista tem se apresentado como contraponto e trincheira de resistência fundamental. Por isso, esta edição pretende, antes de mais nada, auxiliar e fortalecer nossas intervenções feministas nesse momento, a começar por duas datas muito significativas que inauguram este mês: o 8 e o 14 de março, dia em que se completará um ano do brutal assassinato de nossa companheira Marielle Franco. Esperamos que seja proveitoso e sirva como instrumento para as nossas batalhas. Boa leitura!

Solzinho