Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Os Metalúrgicos da General Motors (GM) de São José dos Campos foram surpreendidos em suas casas, neste sábado, dia 8, com aviso de demissão feito por telegrama.

telegramametalúrgicosSegundo o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, em pleno domingo do Dia dos Pais, cerca de 250 pessoas lotaram o salão do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, filiado à CSP-Conlutas, para a assembleia que reuniu parte dos trabalhadores demitidos pela General Motors. O clima era de indignação e revolta. Os trabalhadores aprovaram o início de uma forte mobilização pela reversão das demissões, estabilidade no emprego e abertura de negociação. Todos decidiram participar da assembleia programada para esta segunda-feira, dia 10, na porta da fábrica, a partir das 5h30. O Sindicato orientou a não comparecerem ao exame demissional convocado pela GM e a desconsiderarem o telegrama de demissão.

Assembleia na porta da fábrica decide pela greve

 Até a manhã desta segunda-feira, o número de demissões não havia sido confirmado pela empresa, mas o Sindicato dos Metalúrgicos estima que cerca de 250 funcionários tenham sido demitidos. No texto, a empresa credita as demissões ao momento negativo do mercado automobilístico e comunica que o “contrato de trabalho está sendo rescindido sem justa causa”.

A GM de São José, que já chegou a empregar mais de 8 mil pessoas, tem cerca de 5 mil funcionários. Cerca de 750 operários da unidade encontravam-se em layoff (suspensão temporária de contratos), mas os funcionários demitidos não fazem parte deste grupo.

Hoje, segunda-feira (10), após assembleia geral, realizada no pátio da montadora, cerca de cinco mil funcionários da General Motors (GM) em São José dos Campos entraram em greve por tempo indeterminado. Os operários realizaram ainda um protesto contra as demissões no país.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho