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Greve geral dos servidores unifica lutas no Estado do Rio de Janeiro

Por Gustavo Oliveira – professor Docente I de Sociologia da Rede, lotado no Colégio Estadual João Paulo II e Coordenador Geral do Sepe-Núcleo-Mangaratiba.

No dia 06 de abril, as ruas de Laranjeiras, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro ficaram pequenas para receber os MILHARES de SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS e estudantes de diferentes redes como a Estadual (em greve desde o dia 02 de março), a FAETEC, o CECIERJ, UERJ, UENF, UEZO que deflagaram uma greve unificada contra os ataques desferidos pelo Governo Pezão/Dornelles. O pacote de “maldades” encaminhado à ALERJ, analisado pelos deputados, por sindicatos como o SEPE e entidades como o MUSPE, contém um conjunto de medidas, cujos objetivos se reduzem principalmente a RETIRAR DIREITOS e transferir a culpa da “crise” gerada pelos governos Cabral/Pezão/Dornelles para os SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS.

Em greve desde o dia 02 de março, a Rede Estadual tem feito toda diferença no enfrentamento a todas as políticas aplicadas pelo Governo, com respostas nas ruas e nas escolas paralisadas e ocupadas por estudantes indignados com o estado das salas de aula, com a falta de qualidade do ensino, corte de recursos e outras mazelas que tem claramente prejudicado a rotina escolar dos estabelecimentos de Norte a Sul do Estado. O protagonismo dos estudantes do Rio de Janeiro, que seguem os exemplos dos colegas de São Paulo, tem surtido efeito concreto. O muro do silêncio imposto pela grande mídia foi derrubado com notícias veiculadas e reportagens geradas por telejornais de grande audiência, pois já não se pode mais esconder as 13 escolas ocupadas em todo o Estado, inclusive visitadas por juízes! O Secretário de Educação Antônio de Paiva Neto sugeriu, inclusive, a REINTEGRAÇÃO DE POSSE das escolas ocupadas, sendo prontamente desautorizado pelo governador em exercício Francisco Dornelles (PP), que teme repercussão negativa da medida.

Contudo, a greve geral dos Servidores Públicos Estaduais que tem como mote “Nenhum direito a menos”! conseguiu já em sua primeira atividade realizada no último dia 06 abril, finalmente, um canal de negociação, obrigando o governo a atender nossa pauta de reivindicações no Palácio Guanabara. O governo amedrontado com a dimensão da greve que abrange diferentes categorias de Servidores Públicos já começa a baixar a guarda, buscando “soluções” para superar o momento de crise. Mas, infelizmente, as respostas ainda tem sido muito tímidas e improcedentes, o que nos oferece como alternativa RADICALIZAR A GREVE, agitando estratégias mais incisivas, ocupando as ruas, “palácios” e escolas para que não tenhamos nenhum direito violado por um consórcio político falido, enferrujado, apodrecido, liderado por uma organização criminosa chamada PMDB!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Esta é uma edição especial de nossa Revista Movimento. Como forma de contribuir para os debates que ocorrerão na VI Conferência Nacional de nossa corrente, o Movimento Esquerda Socialista, este volume reúne dois números da revista (7 e 8). Dessa forma, pretendemos oferecer à militância e a nossos aliados e leitores documentos que constam do temário oficial do evento, bem como materiais que possam subsidiar as discussões que se realizarão. Na expectativa de uma VI Conferência de debates proveitosos para nossa corrente, desejamos a todas e todos uma boa leitura deste volume!

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