Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

FEIRA DE SANTANA/BA: Quando a crise aperta, o governo manda as contas para os bolsos das trabalhadoras e trabalhadores

Em 2015 o Governo do Estado desferiu dois grandes golpes contra o servidor baiano: as reformas na previdência e no Planserv. No Ensino superior, foi preciso viver uma greve de 70 dias da categoria de professoras das universidades estaduais, para demonstrar o tamanho do arrocho orçamentário promovido por este governo que ataca os trabalhadores e a educação pública.

Hoje testemunhamos as professoras da cidade de Feira de Santana, buscando através da luta, vencer o coronelismo ainda tão presente na “princesa do sertão”, e da negativa de direitos por parte do prefeito Zé Ronaldo (DEM). Descumprir a lei em nossa cidade se tornou prática corriqueira do executivo municipal, desde 2008 quando a Lei 11.378 que estabelece o mês de janeiro para reajuste do piso nacional das professoras/es, bem como garante a reserva de 1/3 da carga horária destes profissionais para atividades pedagógicas diversas.

Em greve desde o dia 11 deste mês, a categoria luta por valorização docente; luta pelo cumprimento da “Lei”; luta que nos leva diretamente ao debate de gênero, já que, em grande maioria, são mulheres que tem vidas para além de suas funções como professoras.
Essas mulheres, muitas negras e mães, que são colocadas nas piores condições de trabalho para educar os filhos daqueles trabalhadores que “pagam a conta do governo” sejam eles da esfera federal, estadual ou municipal.

IMG-20160223-WA0004Como resposta, os capangas de outrora dos coronéis, foram substituídos pela mídia local que o governo utiliza e de poder de (des)informação para ludibriar  o povo. Sites, Tv e rádios são usados como meios de atacar o movimento, intimidar quem está a frente do processo e deslegitimar o caráter da greve frente à população.
Quando antes se evocava a aceitação da condição da miséria como peripécia divina ou da natureza para suprimir os direitos do trabalhador, hoje vemos a “evocação” da Lei de responsabilidade fiscal. Curioso que o governo de Zé Ronaldo  evoque o cumprimento de uma Lei pra descumprir outra… Será que o gasto com pessoal não permite a seleção e contratação de novos professores  porque a prefeitura continua com a “folha inchada”? Será que no quinto mandato desse mesmo grupo à frente da prefeitura não foi suficiente pra reduzir os cabides de emprego, os cargos comissionados? E por que o número de professores estimado pelo comando de greve, com base no número de professores efetivos fornecidos pela Seduc, correspondem a quase metade do citado por está secretaria? Será que o número de estagiários na rede municipal chegou a um percentual (ilegal) de 50% em relação ao de professores? Educação de qualidade não de faz com bandas na inauguração de prédios escolares… Só a política de pão e circo…
A lei, pela qual as professoras lutam pelo cumprimento, é uma conquista histórica do movimento e, se não cumprida, demonstra o descompromisso do governo municipal com as vidas dessas mulheres.

É preciso lutar e escrever a luta na história de Feira.

Vivian Nery
Iago Gomes
Amós Oliveira

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho