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FALÊNCIA DO ESTADO E DO SISTEMA PENITENCIÁRIO

Por Sandro Pimentel – Vereador PSOL/Natal

Um sistema controlado por facções criminosas que dizem onde querem ficar encarcerado, que em muitos casos negociam com os sistemas de segurança, que têm apêndices em setores do judiciário e das polícias, é um atestado de autofalência.

O estado não cumpre seu papel educador, ressocializador, muito menos oferece condições de trabalho aos policiais, nem instrumentos tecnológicos para atuarem na inteligência e assim,  agirem preventivamente no combate ao crime organizado e ao narcotráfico em especial. O policiamento ostensivo tem efetivo e equipamentos insuficientes para oferecer segurança à população. No RN o governador Robinson se elegeu prometendo ser o governo da segurança, mas desde que foi eleito os homicídios aumentam de forma galopante a cada trimestre e sua providência se resume a substituir comandantes.

A discussão sobre execuções e crise no sistema penitenciário é muito complexa porque tem várias vertentes sociais, educacionais e interesses políticos transversais. Não é tão simples assim o julgamento sumário de quem deve ou não deve ser executado e de que forma, mesmo porque se analisarmos friamente ali não tem NENHUM filho de rico, os que enriquecem com o narcotráfico, os que estupram adolescentes nas coberturas de prédios luxuosos, os que exploram e assediam filhas de trabalhadores pobres, os saqueadores da esperança do povo, os políticos que desviam milhões e consequentemente, levam à morte milhares de pobres, em maioria negros e periféricos nos corredores dos hospitais por falta de leito e medicamentos todos os dias.

Não podemos continuar inertes ou torcendo para que cada rebelião se transforme em matanças cada vez maiores de quem deve e tem sim que ser punido rigorosamente à luz da legislação em vigor. Não podemos permitir que os entes estatais assistam de camarote o “UFC” entre famílias pobres fora do crime versus  famílias pobres que têm algum criminoso preso nas pocilgas ou campos de concentração do Brasil apelidadas de penitenciária e pior, na torcida por um dos lados.

Sugiro ao governador que ao invés de gastar em busca de experiências em outros países que têm outras culturas e costumes, organize um grande evento com o tema da crise na segurança e a FALÊNCIA do sistema penitenciário no RN, convidando experiências exitosas em outras capitais, chamando as prefeituras, os nossos policiais, imprensa, OAB, MP, Direitos Humanos, Juízes Criminais e ainda, buscando diversos pesquisadores nas universidades, tudo com participação efetiva da sociedade para juntos, buscarmos saídas efetivas e não eleitoreiras para garantir segurança à população que periodicamente vive dias de terror, lastreados na incompetência e inércia do estado.

De minha parte, mesmo “pequenino” parlamentar municipal, vou tentar organizar um micro evento com esse perfil, na tentativa de contribuir com o meu estado e consequentemente, com nossa população, na certeza de que como está não deve continuar, é o que penso e respeito todas as posições em contrário, bem como, peço o mesmo em relação a mim.

Posteriormente informarei dia, horário, local e formato.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

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