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ESPANHA – Reta final das eleições: mobilizar para tirar os de sempre

Se aproxima o final da campanha eleitoral. Reuniões cheias, os partidos do regime nervosos e Podemos, em Marea na Galícia, Compromís-Podem em Valencia e En Comú Podem na Catalunha aumentando suas expectativas, gerando uma sensação de crescimento ao qual o PSOE é incapaz de responder. Tudo está em aberto.

Nadie nos esperaba y vamos a cambiarlo todo. Somos temporal. Somos marea. Somos mar. Andalucía con viento de cambio.

Posted by Teresa Rodríguez on Sexta, 11 de dezembro de 2015

Esta semana é chave e exige mobilizar a todas/os porque se abre a oportunidade histórica de que o PSOE deixe de ser a força hegemônica no espaço da esquerda. O resultado das eleições não se decide apenas na esfera midiática, mas também no dia-a-dia, nos debates da vida cotidiana, nos locais de trabalho e estudos, nos bares, nos bairros. Convençamos e discutamos com nossos vizinhos e vizinhas.

É necessário superar o PSOE, mas não para propor o de sempre com novas caras. Temos que votar em massa para abrir, em um plano superior, o ciclo de mudança política para evitar que os que sempre estiveram no governo sigam desgastando a classe trabalhadora, fazendo-nos pagar o preço da crise. Este cenário exige ganhar (e se pode ganhar) para abrir uma nova fase de possibilidades.

Mas nem tudo vai ser fácil. No dia seguinte, ganhe quem ganhar, terá de enfrentar a bateria de cortes e austeridade que a troika tem, uma série de medidas para seguir aprofundando as políticas neoliberais, como na Grécia. Na legislatura que vem, e por isso são tão importantes as eleições, estará em jogo mais que um governo. Estará em jogo que tipo de sociedade queremos construir: Dickens falava de uma história de duas cidades. Aqui vivemos a história dos países. O oficial: as tarjetas black, Florentino Pérez, dos grandes empresários que exploram os trabalhadores, de todos esses sem-vergonhas. Por outro lado o país do desemprego permanente: já existem mais de dois milhões de pessoas que são desempregadas de longa duração.

A pergunta que se coloca nestas eleições não é que partido vai governar: é qual dessas duas classes vai estar no centro das políticas do governo.

É certo que no 15M a parte “não oficial” da sociedade começou a ter voz. Os que nos falam de consensos e de reforma institucional são os mesmos que desprezaram os consensos do 15M: que não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros, que basta de despejos, que não nos representam, porque só a gente comum pode representar à gente comum. Estamos crescendo porque existe um desejo de mudança que não morreu e, que sistematicamente volta a se expressar. Esta é a legislatura onde temos que articular essa necessidade de mudança em um poder constituinte, em um pacto entre os e as debaixo, para que não voltem os velhos pactos entre as elites dos partidos e interesses sociais antagônicos que ao final permitem aos de sempre manterem-se no poder.

O dia depois das eleições não vai ser fácil. Os poderes da troika já estão dizendo que é preciso cortar 13 bilhões de euros. Não poderemos responder com um sorriso. Teremos que responder com contundência: não cortaremos nenhum serviço público, vamos aumentar os impostos sobre os ricos. Não vamos aceitar que pessoas que ninguém elegeu nos imponha a miséria. Não vamos tirar somente os políticos, vamos enfrentar os grandes empresários e as estruturas econômicas que empobrecem os trabalhadores e as trabalhadoras.

O desafio é enorme. Estas eleições não são o fim, mas podem ser o início de uma nova fase. As eleições não são só um momento de celebração, temos que utilizá-las para acumular foras rumo a uma ruptura. Ganhar no domingo nas urnas para acelerar em 21 de dezembro a construção de um poder popular. Votemos em massa, vigilantes e organizados em Podemos, em Marea, En Comú Podem e Compromís-Podem. ¡¡Sí se puede!!

Anticapitalistas, 13 de Dezembro de 2015

www.anticapitalistas.org

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

Abaporu

Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky Uma biografia inédita de Stalin escrita por Leon Trotsky

Leon Trotsky Joseph Stalin