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Espanha: PSOE e Ciudadanos chegam a acordo, Podemos rejeita

Fonte: Esquerda.net

Pedro Sánchez, atual líder do PSOE, e Albert Rivera líder do Ciudadanos assinaram um acordo entre os dois partidos, com o título: “Acuerdo para un Gobierno Reformista y de Progreso”

No entanto, PSOE e Ciudadanos em conjunto têm apenas 130 deputados, muito longe da maioria parlamentar – o parlamento espanhol tem 350 deputados. Dos restantes partidos, PSOE e Ciudadanos apenas poderão esperar, pelo menos por agora, o voto favorável da deputada da Coligação Canária, Ana Oramas.

Na apresentação do acordo, o líder do PSOE, Pedro Sánchez afirmou: “Este acordo acrescenta porque propõe e não confronta os espanhóis, porque a única vitória que há nele é o acordo; porque não exclui e estende a mão à esquerda e à direita”.

Alberto Rivera, líder do partido de direita Ciudadanos, invocou o espírito da Transição do franquismo e, referindo-se ao acordo, disse: “É a base para uma nova etapa política. Agora temos de lançar as bases de outros 40 anos de liberdade e prosperidade”.

O acordo não rompe com a austeridade, e por exemplo exclui a proposta do PSOE de revogação da legislação laboral aprovada nos últimos anos pelo PP de Mariano Rajoy. O pacto também exclui referendo na Catalunha.

À esquerda, Podemos, as confluências (de Catalunha, Valência e Galiza) e Izquierda Unida-Unidad Popular recusam o acordo assinado entre PSOE e Ciudadanos.

Podemos suspende negociações com PSOE

Em conferência de imprensa, realizada na tarde desta quarta-feira 24 de fevereiro, Iñigo Errejón, porta-voz do Podemos no Congresso de Madrid, anunciou que o partido suspende as negociações com o PSOE, até que passe a primeira sessão de investidura (5 de março) de Pedro Sánchez como primeiro-ministro. Esta suspensão pouco tempo antes de uma reunião que estava prevista realizar-se nesta tarde entre PSOE e Podemos, as confluências (de Catalunha, Valência e Galiza) e Izquierda Unida-Unidad.

Iñigo Errejón afirmou que o acordo é incompatível com o Podemos e está redigido para tentar que o PP permita a investidura de Sanchéz. O porta-voz do Podemos no Congresso diz que o pacto “ataca e é muito lesivo para os direitos para as maiorias sociais” e que o documento tem de ser retirado para poderem realizar-se novas negociações com o PSOE.

“Com esta escolha frustrou-se de momento uma oportunidade histórica. O PSOE mostra que quer figurantes e não sócios. O PSOE não quer governar connosco e pôr em prática políticas ao serviço da maioria e fez uma escolha incompatível”, afirmou Errejón.

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Apresentação

Esta é uma edição especial de nossa Revista Movimento. Como forma de contribuir para os debates que ocorrerão na VI Conferência Nacional de nossa corrente, o Movimento Esquerda Socialista, este volume reúne dois números da revista (7 e 8). Dessa forma, pretendemos oferecer à militância e a nossos aliados e leitores documentos que constam do temário oficial do evento, bem como materiais que possam subsidiar as discussões que se realizarão. Na expectativa de uma VI Conferência de debates proveitosos para nossa corrente, desejamos a todas e todos uma boa leitura deste volume!

Solzinho