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Em São Paulo, PSOL debate a crise no Brasil

Nesse sábado, 25 de julho, a bancada do PSOL na ALESP organizou o debate “Brasil em crise: a saída é pela esquerda”. Centenas de pessoas, militantes do PSOL, ativistas de movimentos sociais e companheiras e companheiros interessados em debater a situação nacional e as alternativas frente à crise lotaram as galerias do auditório. Dezenas de caravanas de cidades do interior paulista também se mobilizaram para participar do evento

Raul Marcelo e Carlos Giannazi, deputados estaduais e organizadores da atividade, abriram o debate ressaltando a importância de que o PSOL formule saídas ao cenário de crise para ocupar o espaço aberto à esquerda com a desmoralização do PT, que governa para o ajuste e ataca o trabalhadores e os direitos do povo.

Plínio de Arruda Sampaio Jr. sublinhou a essência da atual crise em curso no país como um desdobramento da crise econômica global, que há 8 anos mantém o capitalismo num impasse. No Brasil, crise econômica e crise política combinam-se e o PT, com o fim do ciclo anterior, não consegue oferecer nenhuma saída para o povo, além dos cortes e ataques. O ajuste de Dilma e Levy teria, portanto, alcance de curto, médio e longo prazos e a classe trabalhadora deveria, na opinião do economista, lutar contra a compressão salarial e a tentativa de transformação do Brasil numa “feitoria moderna” a serviço da acumulação de capital.

Ruy Braga, sociólogo da USP e organizador do blog “Junho”, destacou que há em curso uma mudança no modelo de desenvolvimento no país, centrado na espoliação em várias facetas: financeira, do trabalho, ambiental e do conhecimento. Os direitos sociais e trabalhistas, desse modo, estariam na mira da burguesia e o papel da esquerda deveria ser resistir a estes ataques e oferecer uma alternativa à espoliação.

A presidenta da Fundação Lauro Campos, Luciana Genro, falou dos desafios do PSOL num cenário de crise, mas também da abertura do espaço político. O partido deve, em sua opinião, consolidar-se como alternativa de esquerda anticapitalista, antissistêmica e antirregime, enfrentando os privilégios da casta política e denunciando os esquemas de corrupção, como a Lava Jato, que desnudam a forma de governo da burguesia e de seus agentes. Ao mesmo tempo, caberia ao partido diferenciar-se claramente do PT, não aceitando tentativas de “frentes” que servem para reciclar projetos falidos e figuras desmoralizadas na sociedade. O PSOL deve abrir-se aos milhares que querem lugar em suas fileiras para enfrentar o ajuste e construir uma ferramenta para os trabalhadores, o povo e a juventude, ao mesmo tempo em que deve ser vigilante para combater e impedir todo tipo de arrivismo que tem lugar num momento em que o partido amplia sua capacidade de diálogo e a audiência a suas propostas.

Como parte dos desafios deste período, Luciana destacou a luta contra as medidas de Eduardo Cunha em sua falsa “reforma” política, que na realidade piora as condições de luta política e ataca a democracia. Em particular, é preciso mobilização para enfrentar a “lei da mordaça” de Cunha, que pretende impedir a presença do PSOL (e de partidos com até 9 deputados) nos debates eleitorais, justamente num momento em que o partido se consolida e já aparece em pesquisas com chances de vitória em 2016 em cidades como o Rio de Janeiro, com Marcelo Freixo, Porto Alegre, com Luciana Genro, e Belém, com Edmilson Rodrigues.

O conjunto de intervenções refletiu todos estes temas, com destaque para a presença dos companheiros que horas antes, na madrugada de sexta para sábado, haviam organizado uma nova ocupação em São Paulo, resistindo a uma reintegração relizada dias antes na mesma região, chamada “Plínio resiste”, em memória do saudoso camarada Plínio de Arruda Sampaio, falecido um ano atrás. A atividade encerrou-se no fim da tarde, após uma grande jornada de debates, que terá oportunidade de ampliar-se nas próximas semanas com a abertura dos debates do V Congresso do PSOL.

Fonte: Fundação Lauro Campos

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

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