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Eleições no SINDISAÚDE/RS : Vitória de Chapa 1 Podemos + Saúde é um marco contra as burocracias

Por Etevaldo Teixeira – Direção Estadual do MES/PSOL e Coordenador da Chapa 1- Podemos+Saúde

O SINDISAÚDE é um dos maiores sindicatos do Rio Grande do Sul, perdendo apenas para o CPERS Sindicato. As eleições ocorreram nos dias 24,25 e 26 de agosto, em mais de 50 locais de trabalhos, entre hospitais e postos de saúde. O Podemos+Saúde com uma composição de representantes dos principais hospitais, como o Grupo Hospitalar Conceição, Hospital de Clínicas, Santa Casa, Cardiologia entre outros, e somados a delegados sindicais e militantes de base garantiram a vitória.

O resultado desta eleição é um sinal de que é possível superar a crise do movimento sindical, através de uma luta contra as direções burocráticas e parasitas do sindicalismo tradicional. A nova geração encarna o espirito das mobilizações de junho de 2013, que como essência negou as velhas direções e exige democracia e combatividade nas suas entidades.

O Podemos+Saúde defendeu a necessidade de um SINDISAÚDE COMBATIVO, COM TRANPARÊNCIA E ORGANIZAÇÃO. A combatividade na defesa dos interesses dos trabalhadores, através de mobilizações contra as demissões, na campanha salarial por salários e por melhores condições de trabalho. A transparência com as receitas do Sindicato, indicando os investimentos na luta e com a proposta de criar um Portal de Transparência. A organização, no sentido de que o sindicato seja um impulsionador dos fóruns da categoria, para que haja participação massiva dos locais de trabalhos. Assim, como a estrutura do Sindicato tenha pleno funcionamento e atendimento.

A vitória nestas eleições tem um sabor especial, pois além de que derrotar a CUT que havia decidido em resolução que era a principal eleição sindical do estado, também a UGT tomou conta da Chapa 2, que contava com 21 membros da Chapa do Hospital de Clínicas e atuaram de forma colaborativa tentando impedir um processo limpo e, através da fraude desrespeitar a decisão da base. As tentativas foram inúmeras, entre elas: impugnação de candidatos, incluindo o candidato a presidente Arlindo Ritter, conflitos em mesa de votação nos dois principais hospitais. Mas, nada disso impediu que mesmo com a impugnação de uma urna, a vitória viesse com uma diferença de 200 votos.

O resultado final da apuração: Chapa 1 – Podemos+Saúde – 1509 votos; Chapa 4 – Resistência e Experiência na Luta (CUT) – 1298 votos; Chapa 2 – 834 votos; Chapa 3 – Oposição Sindical – 821 votos; com a urna 21 do Hospital de Camaquã impugnada com mais de 100 votos, claramente da Chapa 1 Podemos+Saúde.
Arlindo Ritter é o presidente reeleito, militante do PSOL e do Movimento Esquerda Socialista e terá a tarefa, junto com a nova diretoria, no próximo triênio, de conduzir o SINDISAÚDE/RS. Como ele declarou no ato de proclamação do resultado, o “Sindicato será democrático, buscando de maneira sistemática ampliar a participação e mobilização permanente da categoria na defesa de seus interesses”, e convidou a todos que participaram do pleito a se engajarem na campanha salarial na luta contra a patronal.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho