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CURDISTÃO: Curdos do Irã preparam Greve Geral

Os curdos do Irã preparam uma greve massiva para protestar pelo fato de que as forças de segurança iranianas prosseguem com sua campanha de prisões na cidade de Mahabad. Após quase uma semana de distúrbios no noroeste do Irã, os ativistas chamaram os civis curdos a fazerem uma Greve Geral massiva em resposta à repressão desencadeada pelo governo iraniano contra os manifestantes. “Chamamos a todos os cidadãos do Curdistão iraniano para participar na greve geral que começará na quinta-feira”, diz a declaração  que, segundo Asharq Alawsat também chama a todas as organizações políticas e não-políticas curdas a apoiar a ação civil.

A declaração afirma que a greve incluirá “o fechamento de todos os estabelecimentos comerciais das cidades curdas” e chama os curdos a “não comparecerem ao trabalho em resposta às práticas do regime iraniano contra o povo curdo”. Os ativistas declararam que pretendem impedir “os ataques contra nossas mulheres e […] a repressão de nossas manifestações pacíficas” e obrigar ”o governo iraniano a mudar sua política no que diz respeito ao povo curdo e […] a escutar a voz do povo do Curdistão”.

O mal-estar se extendeu nas zonas curdas  do Irã, desde que começaram os distúrbios na quinta-feira passada em Mahabad, onde uma mulher curda se suicidou saltando pela janela de um hotel, ao que parece, para evitar que um oficial da polícia iraniana a estuprasse. A agência de notícias ARA informou que após cinco dias de manifestações de protesto em Mahabad, na noite de quinta voltou a estourar a violência. Dizem que nas manifestações destes dias morreram pelo menos seis pessoas. “As manifestações, que começaram às 19h… denunciavam [às autoridades iranianas] e seus abusos dos direitos humanos e exigiam a liberdade para o Curdistão iraniano”.  Os distúrbios se estenderam a outras cidades e a ag~encia curda do Iraque, BAS, informou na quarta que também tinha havido manifestações em Sananday, Bukán, Saquez y Mariván.

Campanha de detenções

Irã mobilizou as forças de segurança para reprimir as manifestações e as implantou em todo o noroeste do país. Na segunda-feira, um porta-voz curdo explicou à agência ARA que “guardiões da revolução e agentes secretos do regime iraniano ocuparam zonas do Curdistão iraniano, bloqueando as estradas para impedir que os manifestantes se aproximem dos edifícios governamentais”. Entre as medidas de segurança adotadas, as forças iranianas também detiveram inúmeros ativistas e manifestantes nas zonas habitadas pelos curdos.

O vice-presidente do Partido pela Liberdade do Curdistão (PAK) informou Alaraby Aljadeed  que as forças de segurança iranianans detiveram mais de 400 curdos desde a quinta-feira passada. “Uns 200 deles são da cidade de Mahabad, e foram detidos por participarem de manifestações contra o regime.”, declarou Hussein Yazdanpana na quarta-feira. “Ao começarem os distúrbios e manifestações populares massivas nas cidades curdas […] as forças de segurança colocaram câmeras de vigilância”, explicou o porta-voz curdo. “Depois utilizaram as imagens para identificar os participantes… registraram as casas […] e detiveram um grande número de pessoas nas cidades de Mahabad, Bukán, Saradasht, Mariván y Oshnavieh”.

https://now.mmedia.me/lb/en/NewsReports/565261-iranian-kurds-prepare-mass-strike

Tradução: VIENTO SUR

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

A edição n.6 da Revista Movimento celebra o centenário da Revolução de Outubro com artigo de Kevin Murphy sobre as origens do stalinismo. Luciana Genro discute a continuidade da Operação Lava Jato. Alvaro Bianchi introduz a nossos leitores conceitos de Antonio Gramsci. A revista também apresenta tradução de palestra de Angela Davis. Na seção internacional, publicamos artigo de Perry Anderson sobre a resiliência do centro neoliberal europeu. Edgardo Lander trata da situação venezuelana, Pedro Fuentes e Charles Rosa abordam a questão catalã. Um instigante artigo de Maycon Bezerra sobre Florestan Fernandes, a tese do MES para o Congresso do PSOL e nossa plataforma sindical completam a edição.

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