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Crise no RS: servidores se mobilizam contra o ajuste de Sartori

Inúmeras cidades do Rio Grande do Sul amanheceram em ritmo de paralisação.

O aquartelamento dos servidores da segurança pública e a mobilização do funcionalismo estadual, após o parcelamento de seus salários, teve efeitos sobre o transporte público e provocou o fechamento dos bancos no estado. Em diversas cidades os ônibus não saíram das garagens (Rio Grande, Passo Fundo e parcialmente em Porto Alegre) por falta de segurança e, em alguns dos casos, em solidariedade ao funcionalismo estadual.Mobilização Servidores Estaduais RS

O PSOL esteve na linha de frente da manifestação em Porto Alegre que uniu milhares de servidores das diversas categorias do funcionalismo público estadual. Luciana Genro esteve na manifestação realizada pela manhã prestando solidariedade e somando-se à luta. O material distribuído pelo partido “Sartori basta de calote: pague os servidores, não pague a Dilma!” propunha a suspensão do pagamento da dívida com a União, sua auditoria e o pagamento imediato do funcionalismo.

PSOL funcionalismoTambém estiveram na manifestação Roberto Robaina da direção do MES, Pedro Ruas, deputado estadual, Fernanda Melchionna, vereadora em Porto Alegre, ativistas e dirigentes sindicais.

Leia a seguir a resolução do Diretório Estadual do PSOL, reunido no sábado passado, dia 1º de agosto:

1. Na sexta feira, 31 de julho de 2015, milhares de servidores do Rio Grande do Sul foram surpreendidos com o parcelamento dos seus salários. Professores/as, agentes da segurança, funcionários/as públicos/as, aposentados/as e pensionistas, junto com suas famílias, estão pagando por uma crise que não criaram. Há uma grave crise econômica e política cuja ponta do iceberg é a ganância dos banqueiros, apoiados por políticos corruptos que são por eles financiados. O ajuste fiscal, vendido como solução, tem aumentado o desemprego e rebaixado os salários. O Brasil e o Rio Grande precisam urgentemente de uma alternativa.

Foto: Ludimila Fagundes

Foto: Ludimila Fagundes

2. Todos os dias a população gaúcha sofre com a falta de verbas e repasses dos governos federal e estadual. Nas escolas precárias, nos postos de saúde e hospitais em situação de caos e com a insegurança, a comunidade sente as consequências dos cortes nos recursos de investimentos e custeio. A reunião de Dilma com os governadores demonstra que estão todos unidos para atacar os direitos do povo e garantir seus privilégios e negócios. 

3. Sartori anuncia que o RS está quebrado. Porém, a ilegítima dívida com a União, incessantemente denunciada pelo PSOL RS em nossas campanhas desde 2006, está asfixiando o Estado e afogando o povo gaúcho. Essa “dívida” era, inicialmente, de cerca de R$ 10 bilhões. Já foram pagos mais de R$ 20 bilhões. E ainda devemos mais de R$ 50 bilhões! Isso já não pode mais ser chamado de dívida. O nome correto é Bolsa Banqueiro! Os contratos dessa “dívida” contêm ilegalidades que precisam ser investigadas. Nós queremos que o governador Sartori pare de pagar a dívida e mostre aos gaúchos os contratos que sangram os cofres do Rio Grande. Não é possível que sigamos entregando nossos recursos ao governo federal para que a Presidente Dilma repasse aos banqueiros, engordando ainda mais seus altos lucros.

4. Em janeiro deste ano o Governador aprovou um vergonhoso reajuste de 45,97% ao próprio salário, passando a receber R$ 25.322,25 por mês. Aprovou, também, um aumento de 64,22% aos salários dos seus secretários, cujos valores atuais são de R$ 18.991,69 por mês.

5. Ao mesmo tempo, com a exceção do Deputado Pedro Ruas, do PSOL, que não aceitou nem o aumento do próprio salário nem os termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), em 2014 os Deputados, incluindo os do PT, se autoconcederam um reajuste de 26,34%. Hoje seus salários são de R$ 25.322,25 por mês. Agora a base do Governo aprovou uma LDO que congela os salários dos servidores até 2016, enquanto a inflação corrói o poder de compra dos trabalhadores e penaliza suas famílias todos os dias.

6. Com a mesma incoerência, os juízes ― responsáveis pela emissão de mandados de reintegração de posse que deixam sem teto milhares de famílias ― estão recebendo, para além de seus estratosféricos salários, um auxilio moradia de R$ 4.733,00 por mês.

7. Como se não bastasse, o Estado deixa de arrecadar bilhões de reais graças às isenções de impostos concedidos às grandes empresas que não pagam ICMS, entre elas, a RBS e o Grupo Gerdau, apontadas também no escândalo de corrupção da Operação Zelotes por sonegação ao fisco federal.

A saída para a crise econômica não passa pelo sacrifício ao funcionalismo ou pelo ataque aos serviços públicos de educação, saúde e segurança que a população trabalhadora tanto necessita. O sucateamento e o ataque ao funcionalismo têm por objetivo criar um ambiente favorável entre a população para promover privatizações na CORSAN, na CEEE e no IPE. Para o PSOL o caminho é outro: começa por parar de pagar a “dívida” ilegítima e investigar seus contratos. Com essa medida é possível pagar o funcionalismo, melhorar a escola, a saúde e a segurança públicos e barrar a entrega do patrimônio para a iniciativa privada.
O PSOL apoia e se solidariza com os servidores que não aceitam esses ataques de Sartori e quer:

Pagamento imediato da integralidade dos salários dos servidores públicos
Suspensão do pagamento da dívida com a União e sua imediata auditoria
Cassação das isenções de ICMS às grandes empresas
Redução dos salários dos políticos e dos juízes já
Solidariedade aos soldados aquartelados e aos demais servidores estaduais
Construção da Assembleia Geral Unificada dos servidores estaduais e apoio à greve!

Diretório Estadual do PSOL RS

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Apresentação

Na quinta edição da Revista Movimento, trazemos ao público um especial sobre a crise brasileira. Nele, publicamos longa entrevista com o economista Plinio Sampaio Jr., que oferece instigante diagnóstico do fracasso da política econômica conduzida pelos governos do PT. Fecham a seção dois artigos sobre o poder das corporações no capitalismo global e a teia corrupta que estabelecem com Estados e governos. Um conjunto de artigos sobre a situação internacional aborda as dificuldades enfrentadas pelo governo Trump, a crise na Venezuela e o avanço das lutas no Peru.

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