Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Corrente Esquerda Marxista decide sair do PT

Por Roberto Robaina

A Conferência Nacional da Esquerda Marxista acaba de aprovar por unanimidade a saída do PT. Iniciamos agora uma nova fase de construção, em luta por uma frente de esquerda”. Esta é a abertura da nota da corrente Esquerda Marxista. Eles decidiram abrir discussão sobre o que fazer e decidirão esta questão nos próximos meses. Estive na conferência como convidado, com Israel Dutra. Fomos convidados como dirigentes do MES.

Conheço Serge Goulart, dirigente da Esquerda Marxista, desde antes de eu ter sido do Diretório Nacional do PT e com ele tive debates produtivos sempre, embora é claro que nem sempre convergente. Por isso provavelmente Serge Goulart me fez o convite. A razao de fundo, é claro, foi politica. Ficou evidente que a campanha de Luciana Genro foi um impacto nas fileiras desta corrente e isso foi ressaltado no informe que deixou posto que junho de 2013 se expressou parcialmente nas eleições pela sua campanha.

Assim, a opção de entrar no PSOL após sair do PT é a preferencial desta corrente. Solicitaram reunir com a direção de nosso partido, com sua executiva e farão este pedido formal em seguida. Deixei claro que este é o caminho para quem quer construir uma alternativa de esquerda e socialista. Encaminharei junto a nossa executiva para que possamos concretizar o passo dos crxs. Eles são construtivos e a única corrente que eu conheço no Brasil que tem um histórico de lutas na ocupação e recuperação de fabricas ocupadas, sobretudo na região de Joinville e no interior de SP. Tem ligações internacionais com uma corrente trotskista originaria na Grã Bretanha, cujo dirigente mais conhecido é o historiador Allan Woods, que chegou a assessor Hugo Chávez, o comandante da revolução bolivariana.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho