Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Congresso Estadual do PSOL RS reafirma suas bases fundacionais: Por um PSOL como uma alternativa de esquerda para lutar e vencer!

por Camila Goulart, pela direção estadual do MES/PSOL-RS

No último final de semana, dias 7 e 8 de novembro, ocorreu em Porto Alegre o Congresso Estadual do PSOL do Rio Grande do Sul. A abertura ficou por conta de Luciana Genro, que chegou direto de uma manifestação pelo Fora Cunha, justificando o atraso das mulheres do partido que seguiram no protesto que tomou as ruas da cidade. Luciana destacou a conjuntura de grave crise política e econômica que o Brasil atravessa e a necessidade de o PSOL ser parte da construção de um terceiro campo político para a juventude e a classe trabalhadora. Nessa esteira, a mesa de abertura do congresso contou com a saudação de partidos e grupos de esquerda. PSTU, PCR, PCB, PPL e Raízes corroboraram com a necessidade da unidade da esquerda no Estado e no Brasil para derrotar os ajustes e travar a luta por mais direitos.

O congresso contou com 160 delegadas e delegados estaduais credenciados. Desses, mais de 80% eram do Bloco de Esquerda. A base partidária estava presente e interviu com muita qualidade, garantindo a pluralidade nos debates. A delegação contou com companheiras e companheiros de todo o Estado e de diferentes trabalhos. Vindos da região da serra, da fronteira, litoral, do centro, do norte ao sul. Demonstrando o enraizamento que o partido vem tendo nas mais diversas regiões do Estado e também a sua capacidade de atração e renovação. Militantes da juventude, do movimento sindical, principalmente da saúde e educação, da luta pela moradia, do movimento popular, do movimento de mulheres, LGBTs, negras e negros que lotaram o plenário da Câmara Municipal. Vale destacar o peso da região metropolitana, com Cachoeirinha e Viamão como pontas de lança na mobilização congressual e intervenção em suas cidades, bem como Pelotas, que segue empunhando alto a bandeira do Socialismo e da Liberdade na região sul do Estado.

O debate sobre a conjuntura e desafios do PSOL foi a marca do 5º Congresso Estadual. Em momento de ataques aos trabalhadores, de desgaste do regime, onde a direita tenta a todo o custo capitanear o descontentamento do povo com o governo petista, o PSOL se faz cada vez mais necessário. Mas para que ele seja de fato uma alternativa ele precisa ser o partido conectado com o espírito das jornadas de junho de 2013, o partido com a cara da Luciana Genro, o PSOL dos parlamentares de esquerda que usam da tribuna uma caixa de ressonância dos movimentos sociais. Das mulheres que se empoderam cada vez mais e saem às ruas pelo Fora Cunha. Dos trabalhadores que se organizam e fazem aguerridas greves. Das negras e negros que se organizam. Da população LGBT que segue lutando contra o conservadorismo.

A Primavera das Mulheres e a Luta pelo Fora Cunha se refletiu no nosso congresso aparecendo em diversas intervenções. As mulheres estão sendo protagonistas da luta por mudanças no mundo, e agora também no Brasil, ocupando as ruas. Neste sentido, foi aprovada, por ampla maioria, uma resolução contrária a interferência do diretório nacional na setorial de mulheres do partido, indo na contramão da auto-organização crescente do movimento de mulheres.

Na votação de chapas ficou evidente a vontade da base partidária. Que não vai aceitar que se mude a correlação de forças, que se altere a política debatida nas cidades, a partir de manobras da Comissão Organizadora do Congresso. Dessa forma, a grande maioria da delegação aprovou uma resolução que exige o cumprimento integral do regimento do V Congresso do PSOL e autoriza a Direção Estadual a entrar com uma ação judicial caso o regimento não seja cumprido. Nosso partido não pode ficar a mercê de um grupo político que quer se manter como maioria na direção a qualquer custo. O PSOL é e deve continuar sendo muito maior do que qualquer grupo.

Afirmando o desejo de um PSOL democrático e de luta, o Congresso aprovou com 127 votos do Bloco de Esquerda, o seu novo presidente Estadual, Israel Dutra. A chapa a da US fez 28 votos. Israel é um militante que, apesar da sua pouca idade, é parte do MES e do PSOL desde a sua fundação, é da direção nacional do partido e linha de frente das principais lutas que ocorrem no país. Combina a garra e a disposição militante da juventude com a experiência e abnegação necessárias para representar o PSOL RS.

No Rio Grande do Sul saímos armados para defender a democracia interna do Partido, mas muito mais do que isso. Para intervir com força nas eleições municipais de 2016 em todas as cidades. Onde o carro chefe será Luciana Genro, que aparece em 1º lugar em dois de três cenários nas pesquisas para a Prefeitura de Porto Alegre. Mas também, com grandes possibilidades, as candidaturas de Jurandir em Pelotas e Romer em Viamão. Saímos fortalecidos para seguir com ousadia construindo um partido de massas a serviço das mais diversas lutas do nosso povo. Com esse compromisso, fomos do Congresso direto para a Parada LGBT que reuniu milhares em Porto Alegre. Esse é o nosso PSOL. Esse é PSOL que queremos.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Esta é uma edição especial de nossa Revista Movimento. Como forma de contribuir para os debates que ocorrerão na VI Conferência Nacional de nossa corrente, o Movimento Esquerda Socialista, este volume reúne dois números da revista (7 e 8). Dessa forma, pretendemos oferecer à militância e a nossos aliados e leitores documentos que constam do temário oficial do evento, bem como materiais que possam subsidiar as discussões que se realizarão. Na expectativa de uma VI Conferência de debates proveitosos para nossa corrente, desejamos a todas e todos uma boa leitura deste volume!

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