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Comissão de auditoria à dívida grega iniciou seus trabalhos

A sessão de abertura dos trabalhos realizou-se este sábado no parlamento, com a presença do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Fonte: Esquerda.net


 

A comissão vai funcionar no âmbito do parlamento grego e conta com o contributo de cidadãos gregos e estrangeiros. O belga Eric Toussaint, presidente do Comité pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo que já participou na auditoria promovida pelo governo do Equador, é o responsável pela coorenação da equipa internacional.

Na intervenção de abertura, a presidente do parlamento apresentou os objetivos desta comissão: identificar a parte ilegal, ilegítima e odiosa ou insustentável da dívida grega e mostrar à população toda a verdade sobre a forma como o país acumulou dívida na última década. Zoe Konstantopoulou recordou ainda o sofrimento causado ao povo grego pelas políticas apresentadas como necessárias para proceder ao reembolso da dívida.

A eurodeputada Sofia Sakorafa, nomeada responsável pelos trabalhos da comissão, lembrou o empenho político dos que nos últimos anos apoiaram a causa da auditoria à dívida e o Presidente da República Prokopis Pavlopoulos também interveio para apoiar esta iniciativa, considerando-a “um dever para com as próximas gerações”. Para o chefe de Estado grego, é necessário investigar os termos e condições em que a dívida grega foi formada para prevenir que se volte a repetir no futuro.

Para além das intervenções de vários ministros do Syriza e dos Gregos Independentes, a sessão de abertura deu também a palavra ao ex-relator especial das Nações Unidas sobre os efeitos da dívida no execício dos Direitos Humanos, Cephas Lumina, bem como à diretora do centro jurídico da London School of Economics, Margot Salomon, e à presidente da auditoria cidadã à dívida brasileira, Maria Lucia Fattorelli. Os trabalhos da comissão prosseguem este domingo e nos próximos dias.

Os partidos da oposição estiveram ausentes desta sessão de abertura. Nova Democracia, To Potami e PASOK não perderam tempo para atacar a presidente do Parlamento por realizar o que dizem ser um evento partidário do Syriza e dos Gregos Independentes.

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Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho