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CAMPANHA DEMOCRÁTICA: Cunha quer tirar o PSOL dos debates!

Luciana Beto AlbuquerqueA contra-reforma política que o presidente da casa Eduardo Cunha impôs à Câmara dos Deputados, tem o objetivo claro de tirar a possibilidade do PSOL participar dos debates na TV, é endereçada. Por meio de uma decisão autoritária, conduzida por uma manobra política, Cunha que está envolvido em escândalos de corrupção da Operação Lava-Jato, quer evitar a todo custo que se possa, de fato mudar, a política.

Como seus aliados usam a política como negócio, precisam da despolitização do povo para continuar realizando alianças sem programa e trocando legendas por tempo de TV. O setores conservadores no qual se apoiam, precisam que a política seja despolitizada e a democracia anti-democrática. Dessa maneira, podem fazer seus negócios às escuras.

Sabendo que o PSOL denuncia os esquemas e suas propostas têm ganhado força e apoio, a contra-reforma, pretende tirar dos debates o deputado Marcelo Freixo (PSOL RJ), por exemplo, que fez 28% nas últimas eleições a prefeito do RJ. Pretende tirar dos debates Luciana Genro (PSOL RS) que foi candidata à presidência da República e obteve 1,6 milhões de votos.

Em recente declaração à ZH, jornal do Rio Grande do Sul, Luciana Genro questionou:

Hoje, além do PSOL, o PV também seria excluído dos debates em 2016. Imaginem o que seriam os debates na eleição passada sem mim e o Eduardo Jorge (PV)?

Por isso,  Luciana e dirigentes do PSOL já começaram uma campanha democrática para barrar esta medida, procurando outros partidos e mobilizando sua base social nas ruas e nas redes. Não aceitaremos de um deputado envolvido em escândalo de R$ 5 milhões que deveria ter a hombridade de sair da presidência da Câmara com tal acusação,  querer calar o PSOL e os partidos identificados com a luta dos trabalhadores e a maioria do povo.

Aprovado na Câmara e agora em tramitação no Senado, é preciso evitar que este ataque se consolide. Precisaremos unir forças com todos aqueles e aquelas que acreditam que a democracia deve ser realmente democrática. Não à contra-reforma de Cunha!

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho