Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Por Estevan Campos – Bancário e militante do MES de Ribeirão Preto – SP


 

Nesta terça feira (06/10) teve início a greve nacional dos bancários. O movimento foi deflagrado após a rejeição da proposta de reajuste de 5,5%, apresentada pelos bancos, o que significa perda salarial de 4%. A proposta é uma afronta à categoria, pois apesar da crise econômica os lucros no setor continuam aumentando.

No primeiro semestre de 2015, os quatro maiores bancos do país obtiveram lucro de mais de R$ 33 bilhões, um crescimento de mais de 40% em relação ao mesmo período de 2014. As tarifas bancárias, de 2013 a 2015 aumentaram em 169%, oito vezes mais do que a inflação do período. Ou seja, qualquer dado que se busque aponta uma só coisa, os bancos nunca lucraram tanto na história do País.

Infelizmente, a intransigência e ganância dos bancos não são os únicos inimigos da categoria. A velha estrutura sindical, representada principalmente pela Contraf/CUT, tenta transformar a nossa greve, mais uma vez em um jogo de cartas marcadas.

Não são poucas as cidades em que os sindicatos sequer abrem espaço para que a própria categoria organize as atividades da greve, tentando dessa forma manter o movimento “sob controle”. E isso tem um objetivo claro, evitar que a greve tome força e se torne mais um problema para o Governo Federal, “patrão” de dois dos principais bancos do País.

Por isso, o desafio para os bancários e bancárias de todo o País é organizar a greve pela base da categoria. E isso tem se mostrado cada vez mais viável, seja pelo uso das redes sociais, whatsapp, etc. seja pelo desgaste das entidades do velho sindicalismo.

E esse é o caminho para a categoria, se organizar a partir de baixo, ocupar os espaços e assembléias, construir fóruns como estes onde não existam e exigir o que parece óbvio: que o movimento grevista defina os rumos da negociação

Reivindicações da categoria:
– reajuste salarial de 16% (reposição da inflação + aumento real de 5,7%)
– piso salarial de R$ 3299,66 (salário mínimo calculado pelo Dieese)
– fim das demissões (foram mais de 7000 só no último ano)
– melhores condições de trabalho e fim do assédio moral

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho