Movimento Esquerda Socialista (MES/PSOL) MES MES: Movimento Esquerda Socialista

Avaliação da Oficina: O que é ser marxista no século XXI?

Por: Leandro Fontes – membro da direção do MES-RJ e do Diretório Estadual do PSOL-RJ.

Oficina RJ 2Na nova sede estadual do PSOL Rio de Janeiro, localizada no Largo da Prainha, ao lado da Pedra do Sal e da Casa da Juventude – Zona Portuária, foi realizada a oficina: O que é ser marxista no século XXI? O evento ocorreu neste último sábado (17 de outubro) e contou com a presença de inúmeros militantes psolistas e ativistas sociais. É relevante salientar que mesmo com o forte calor e com outras atividades do movimento ocorrendo simultaneamente, reunimos um número qualificado de militantes. Destacamos ainda, a dedicação de todas e todos no decorrer da oficina e a solidez coletiva que balizou a essência de nossa temática – o marxismo.

A mesa de abertura contou com Pedro Fuentes, dirigente do MES e Secretário de Relações Internacionais do PSOL. De modo didático, aberto e descontraído, Pedro destacou os principais pontos que conectam a práxis em Marx, Lênin, Trotsky e Che Guevara com a situação concreta no século XXI. Ou seja, a oficina não se resumiu e, tão pouco tinha o objetivo, de ser um mero estudo abstrato ou ilustrativo, mas um espaço coletivo e reflexivo dos clássicos do socialismo para oxigenar nossa compreensão frente à crise capitalista e para nos equiparmos de mais instrumentos para nossa ação na luta de classes. Isto é, de nossa parte, não há dúvidas: numa conjuntura tão polarizada e de crise política, econômica, de disputa no campo dos diretos sociais e civis, a formação é decisiva.

Ainda sobre a mesa de abertura, para além da apresentação dos conceitos da sociologia marxista, da concepção de partido em Lênin, da revolução permanente em Trotsky e do legado de Che (apenas para citar alguns pontos), foi caracterizada a situação mundial, com ênfase na crise econômica nos países centrais do capitalismo e os novos fenômenos políticos – com seus acertos e contradições – na Grécia, Espanha, EUA e Portugal. Além disso, foi refletida a barbárie na Síria, que gerou o chocante processo dos refugiados, e também foi tocada a resistência dos trabalhadores e da juventude em nosso continente.

Paralelamente, em âmbito nacional, destacou-se os limites da estratégia reformista e a falência do PT. Mais ainda, caracterizou-se a essência da crise de paradigmas do petismo, sua transformação num partido da ordem e a necessidade de afirmação do PSOL como uma ferramenta que esteja à altura dos desafios e das mudanças estruturais que o Brasil precisa.

Após a introdução da mesa de abertura foram organizados os Grupos de Discussão. Para essa etapa, o link com os aportes sintetizados na apostila (preparada especialmente para a oficina), foram importantes para auxiliar a discussão. Os GDs, em suma, foram espaços essenciais para a livre socialização de reflexões e sínteses dos conceitos abordados na introdução. Ao final de uma equilibrada rodada de leitura coletiva e debates, os GDs apresentaram o que foi acumulado em cada grupo, respondendo algumas indagações guias de discussão.

A plenária final foi um nítido reflexo que os GDs haviam sido ricos em qualidade. O momento de socialização das indagações, das sínteses, dúvidas e das polêmicas, foi concluído com êxito, após um amplo giro de debates e conclusões iniciais. Por fim, Pedro Fuentes, que coordenou a oficina, foi saudado e aplaudido pelo conjunto da militância.

O saldo foi significativamente qualitativo. Toda a energia e dedicação foram recompensadas. A oficina aberta foi um grande momento, mas para além dos debates teóricos, para além desse significativo acúmulo, opinamos que o mais importante foi conseguirmos nos instrumentalizar ainda mais para a luta cotidiana. Aqui reafirmamos: o marxismo não é uma ideologia abstrata solta no espaço. O marxismo é antes de tudo, um movimento vivo que defende um programa e nos disponibiliza de ferramentas para a disputa do poder. Para isso, no Brasil do século XXI, nossa tarefa número 1 é seguir fortalecendo o PSOL, defendendo essa ferramenta dos desvios do oportunismo e do ultra-esquerdismo igualmente nocivos para o partido. E, o mais importante, defender que o PSOL esteja enraizado nas lutas concretas dos trabalhadores, da juventude e disputando a consciência das massas exploradas e oprimidas para nossas posições.

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Publicamos a décima edição de nossa Revista Movimento. Dessa vez, celebramos os 80 anos de fundação da IV Internacional, comemorados em setembro de 2018, com uma seção especial. Há, também, artigos na seção internacional e de teoria. Fechamos esta edição quando a eleição brasileira se encerrava. Como não poderia deixar de ser, nesta décima edição de Movimento, apresentamos nossas primeiras análises sobre os resultados eleitorais. Sabemos que a vitória de Jair Bolsonaro trará graves ataques à classe trabalhadora e ao povo brasileiro. Estaremos com nosso povo, lutando em defesa das liberdades democráticas e de nossos direitos. Mais uma vez, esperamos que a revista seja uma ferramenta útil de construção e formação para nossos camaradas. Boa leitura!

Solzinho