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Argentina: a Corrente Sindical do MST e uma primeira avaliação da Greve Geral Nacional

Em meio à jornada, a Corriente Sindical del MST (Movimiento Socialista de los Trabajadores – Nueva Izquierda) fez uma primeira avaliação da Greve Geral Nacional.

Guillermo Pacagnini, coordenador da corrente e do secretariado nacional da CTA, disse: “a greve foi sentida com muita força em todo o país, apesar das intimidações e mentiras midiáticas do governo, das ameaças da patronal e o papel cúmplice dos dirigentes sindicais oficialistas que não conseguiram impedir que suas bases aderissem. E também, para além do papel dos dirigentes da CGT que se viram obrigados a convocar sem organizar na base, de forma passiva e depois de meses de olhar para o outro lado, enquanto se deteriorava o nível de vida dos trabalhadores e do povo”

Pacagnini, agregou: “Foi uma demonstração contundente de todos os trabalhadores, dos cada vez mais afetados pelos impostos, mas também dos demais assalariados e precarizados e também dos aposentados e desempregados. O governo quis nos separar, mas a luta nos uniu em uma só reivindicação: parar o ajuste, a inflação e defender o salário e o trabalho. Nossa corrente e outros setores da esquerda, fizemos uma greve ativa, fortalecendo-a com centenas de piquetes e mobilizações em todo o país e exigimos com força um aumento geral de salários, aposentadorias e planos sociais, a proibição das demissões e a anulação do imposto, com uma reforma tributária para que paguem mais os que tem mais, eliminando o IVA da cesta familiar e taxando às corporações, o jogo e a renda financeira”.

Pacagnini informou que entre as Avenidas Callao e Corrientes [em Buenos Aires] o dirigente do MST e da CTA da capital, Sergio García encabeçou a mobilização com os trabalhadores estatais, da saúde e professores e, logo, uma marcha até a UIA. O Deputado Alejandro Bodart prestou seu apoio ao protesto. Vilma Ripoll acompanhou a mobilização na Panamericana, Guillermo Pacagnini em Ganoa e Vergara, Francisco Torres na AU La Plata e Gustavo Giménez na Ponte Puerreydón. Pacagnini finalizou: “Se queremos avançar nas reivindicações que hoje mobilizaram milhões, não podemos aceitar uma medida isolada. É preciso concretizar a Greve Geral de 36h com mobilização e apontar um plano de lutas. Agora se impõe a continuidade”.

Fonte: mst.org.ar

Movimento - Crítica, teoria e ação

Apresentação

Apresentamos uma revista especial sobre os 50 anos do Maio de 1968 com o orgulho de herdar uma tradição. Assim como a Comuna de 1871, a Revolução Russa de 1917 e as lutas contra as ditaduras na América Latina, consideramo-nos parte deste excepcional movimento mundial de luta política, protagonizado por jovens e
trabalhadores de várias partes do mundo, como nas famosas barricadas de Paris. Consideramos suas lições e sua potência como atuais. Boa parte dos leitores da Revista Movimento participaram ativamente das Jornadas de Junho de 2013 em nosso país. Aos cinco anos deste acontecimento, queremos contribuir para o encontro e a síntese de tão distantes e ao mesmo tempo tão próximas gerações.

Solzinho