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5º Congresso do PSOL Pernambuco demonstra avanço da pluralidade partidária diante da paralisia e luta pela democratização do Partido no Estado

Pernambuco

O 5º Congresso estadual do PSOL em Pernambuco, realizado no dia 11 de Outubro, reafirmou o PSOL como espaço de reorganização da esquerda no Estado, pela primeira vez a chapa vencedora do congresso estadual não teve por volta de 90% do votos dos delegados. Ao alcançar 40% a chapa do Bloco Esquerda demonstrou que a base, de antigos filiados e principalmente os que se aproximaram do partido no ultimo período, entendem a necessidade de que o partido se democratize para que possa ser uma ferramenta politica plena, infelizmente no último ano o PSOL em Pernambuco foi tratado como uma extensão do mandato, que foi uma vitória coletiva do PSOL, mas que se tornou aparato e estrutura de apenas uma corrente, o SOMOS PSOL.

O espirito do congresso foi a luta pela democratização, ao apresentarmos, em conjunto com as outras forças do Bloco existentes em Pernambuco, resoluções para todos os temas do congresso, pautamos o debate do plenário, o congresso aprovou a unificação da nossa resolução de conjuntura estadual com a apresentada na tese do SOMOS PSOL, e incorporou pontos do nosso balanço do partido no Estado.

O manifesto ao PSOL, apresentado no inicio do período congressual, que foi duramente atacado pelo SOMOS PSOL, norteou o conteúdo das medidas de democratização apresentados pelo Bloco e aprovadas pelo congresso, cronograma de funcionamento de instâncias, democratização da comunicação partidária, foram as medidas concretas para transformar a plataforma do manifesto em aprofundamento e reafirmação do PSOL como anti capitalista e democrático.

A base deixou claro que não aceitará um partido que reuniu a executiva duas vezes em um ano, realizou apenas uma plenária estadual em 2015, passou 13 meses para reunir o Diretório Estadual, onde uma maioria aprova em nome das instâncias notas e resoluções sem que ocorram reuniões e que só se tornam de conhecimento dos membros das instâncias através da imprensa, onde as direções municipais de forma deliberada ficaram mais de uma ano sem registro oficial e onde um mandato tenta submeter o conjunto do partido ao seu funcionamento.
A resolução de que as plenárias congressuais serão os espaços respeitados para formação das direções municipais na forma estatutária e que as direções terão mandato e vigência de dois anos, aprovado por unanimidade deixou claro que o balanço negativo do acompanhamento da antiga direção aos municípios faria com que a resolução fosse aprovada com os votos da base do SOMOS PSOL, isso fez com que a resolução fosse aprovada consensualmente e encerrasse o discurso de que os municípios que não votassem com a maioria sofreriam intervenção.

A pluralidade, a independência do aparato, a necessidade do aprofundamento da democracia e a existência de vida orgânica, foram o que nortearam os debates congressuais em Pernambuco, o PSOL avança e cresce na militância cotidiana e independente de aparatos, a reorganização do Movimento Esquerda Socialista – MES foi elemento de muita importância, na ampliação do debate e diversidade do Partido do Estado.

Infelizmente o SOMOS PSOL segue em sua politica de atrofiar o PSOL e fortalecer projetos pessoais, se nega a aplicar o estatuto na ocupação dos cargos da executiva estadual, tentou o golpe de aplicar uma formula criada depois de estabelecida a proporcionalidade e criada de forma casuística para ser aplicada especificamente sobre os números de Pernambuco e impedir o compartilhamento da direção de forma democrática e na proporção estabelecida pelo congresso. Mais uma vez não aceitaremos e daremos a batalha que for necessária para garantir o respeito a democracia e o aprofundamento da pluralidade do PSOL em Pernambuco

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